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5 Regras de Marie Kondo para arrumar as suas finanças

Se está a precisar de “arrumar a casa” das suas finanças pessoais, mas não sabe por onde começar, mergulhe no estilo minimalista de Marie Kondo.
Marie Kondo

Marie Kondo é uma consultora de organização japonesa e autora de um programa de grande sucesso da Netflix: “Marie Kondo: A Magia da Arrumação”, que tem inspirado milhões de pessoas por todo o mundo com o seu método de organização (KonMari). Através das suas técnicas, a especialista ajuda a colocar ordem em casa dos seus clientes e a repor a alegria nas suas vidas.

O método desenvolvido pela consultora ajuda a arrumar o lar, mas também pode ser aplicado na organização das suas finanças pessoais. Preparado para espalhar magia nas suas finanças?

O método de Marie Kondo aplicado às suas finanças:

1ª regra: Comprometa-se com a arrumação

É a regra número um do método de Marie Kondo. Colocar a casa e as finanças em ordem não é fácil e certamente surgirão contratempos que poderão colocar em causa o sucesso desta missão. Antes de colocar o método em prática, lembre-se que o crescimento pessoal e financeiro não acontece sem algum esforço e que é necessário compromisso e dedicação. Caso contrário, pode acabar por desistir assim que os primeiros contratempos surgirem.

2ª regra: Imagine o seu estilo de vida ideal

A segunda regra do método KonMari passa por idealizar o seu estilo vida. Traduzindo para linguagem financeira: que objetivos de vida gostaria de alcançar. Por exemplo, gostava de trocar de carro, de ter outro filho, de viajar mais ou ter uma casa maior? Crie imagens mentais com esse cenário e recorde-as, pelo menos, uma vez por semana para manter o foco.

Sempre que os níveis de motivação estiverem a descer, relembre as imagens mentais que criou para o estilo de vida. Esta será a motivação de que necessita para manter o foco e as finanças organizadas.

Ao site NBC News, Marie Kondo sugere, ainda, dividir os sonhos por duas categorias: objetivos de curto e longo prazo. Isso vai influenciar a forma como distribui o seu dinheiro na hora de decidir quanto é necessário poupar para as férias anuais (curto prazo) ou para a reforma (longo prazo).

3ª regra: Liberte-se das despesas supérfluas (que não trazem alegria)

Faça com as suas finanças aquilo que Marie Kondo aconselha a fazer com a casa antes de começar a arrumar: “terminar de descartar primeiro”. Afinal, se, em vez de eliminar os itens desnecessários em casa, colocar tudo em armários ou recipientes de arrumação, a organização não é efetiva e o caos irá regressar.

O mesmo acontece com o orçamento familiar. Analise atentamente todas as áreas em que gasta dinheiro e pergunte-se se lhe traz alegria (como diz Marie Kondo “does it sparks joy?”). Se determinada despesa não for fundamental, nem lhe trouxer alegria, é altura se de libertar dela. De seguida, organize as despesas essenciais e as que quer manter. Mas faça-o ao estilo de Marie Kondo: Antes de se despedir dessas despesas, agradeça-lhes. Afinal, fizeram parte da sua vida!

4ª regra: Organize as finanças por categorias

Depois da limpeza aos gastos supérfluos, chegou a hora de arrumar as finanças em categorias. Da mesma forma que Kondo sugere arrumar a casa por categorias – e não por divisões, ou seja, as roupas, os papeis, os livros, os artigos genéricos, devem ser guardados no mesmo local, – é importante que divida os seus gastos por secções.

Que categorias pode organizar?

  • Poupanças e investimentos

Faça um balanço das suas contas bancárias, investimentos e poupanças. O objetivo é averiguar exatamente quanto dinheiro tem à ordem e aplicado em produtos de aforro, assim como as respetivas comissões associadas. Por exemplo, se tiver várias contas bancárias, as comissões de gestão das mesmas podem estar a “consumir” os rendimentos que obtém das suas poupanças. Nestas situações, pode ser interessante investigar junto da instituição bancária soluções alternativas, que permitam rentabilizar o seu dinheiro.

  • Outros produtos financeiros

Avalie todos os créditos e seguros que tem sob sua alçada. Alguns destes produtos, como o crédito à habitação, não podem ser eliminados, no entanto, pode existir margem para controlar as despesas realizadas com cartão de crédito. Por exemplo, se utilizar este cartão e realizar o pagamento durante o período de free float não paga juros. É uma forma equilibrada de utilizar este instrumento de pagamento em determinada situação, sem penalizar as suas finanças.

Em relação aos seguros, é frequente subscreverem-se produtos com coberturas que já estão previstas noutras apólices. Nestas situações, pode acabar por pagar em duplicado por produtos semelhantes. A título de exemplo, muitas vezes existem seguros associados aos cartões de débito e crédito que cobrem questões de saúde, assistência em viagem e responsabilidade civil. E, em caso de duplicação de cobertura, não é possível, na generalidade dos casos, acionar mais do que uma. Mas cada caso é um caso, por isso, é importante analisar todos os seguros, e outros produtos financeiros, que tem subscritos, sob pena de estar a pagar por um produto e já ter outro que tem exatamente a mesma cobertura.

  • Despesas anuais

Trata-se daquelas despesas que só paga anualmente, mas que devem ser contabilizadas. É o caso do IUC, IMI, IRS, seguro automóvel e, até mesmo, as férias. Também aqui pode poupar. Se não é possível “escapar” aos impostos, pode, por exemplo, tentar encontrar um seguro automóvel mais barato.

No entanto, ao fazer esta categorização, o mais relevante é saber exatamente quanto gasta em cada uma destas despesas.

  • Despesas mensais

As despesas mensais são as mais difíceis de analisar, pois são, por regra, serviços e produtos aos quais pode estar ligado emocionalmente e que podem comprometer o estilo de vida no dia a dia. São também aquelas que podemos cortar, sem prejudicar a qualidade de vida.

Alguns exemplos de subcategorias dentro das despesas mensais são as contas fixas (eletricidade, água, gás, telecomunicações), supermercado, transporte, gastos com saúde, educação e lazer. Ao analisar e categorizar todas as despesas mensais, é mais fácil saber exatamente quanto gasta em cada item e, numa altura que seja necessário, saberá onde tem margem para cortar.

5ª regra: Seja minimalista nas aquisições

Depois de organizar as suas finanças ficará mais consciente em relação ao seu dinheiro, principalmente em momentos de decisão de compra. Este exercício orientará o seu comportamento de modo a abandonar hábitos que estejam a impedi-lo de atingir as metas financeiras definidas por si, ou seja, de alcançar seu estilo de vida ideal.

Imagem de Kay Amano (Konmari Media Inc.)

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