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Como poupar dinheiro quando se trata de saúde?

Com a saúde não se brinca. Mas pode-se poupar. Fique a conhecer seis estratégias para reduzir a sua fatura com despesas de saúde sem colocar em risco o seu bem-estar.

Consultas, análises, exames, farmácia e seguro de saúde. Estas são as principais despesas de saúde que tendem a representar uma fatia importante do orçamento mensal, sobretudo na fase da reforma. Se gostava de reduzir os custos com os cuidados de saúde, saiba que existem formas práticas e simples de o fazer. Tome nota.

1. Tenha um estilo de vida saudável

Os hábitos de vida saudáveis, além de trazerem benefícios para a sua saúde física e mental, melhoram a “saúde” da sua carteira. E não custam nada. Eis alguns dos grandes hábitos aliados da saúde: comer de uma forma saudável, não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas, mas antes e regularmente água, respirar ar puro, apanhar sol na dose certa, praticar exercício físico e dormir o suficiente.

2. Vigie a sua saúde

A realização anual de exames médicos de rotina, vulgarmente conhecidos como check-ups, pode ajudar a detetar doenças numa fase assintomática, isto é, em que ainda não se manifestaram os sintomas, impedindo o seu desenvolvimento. Esta prática é ainda mais relevante quando existem fatores de risco e/ou uma doença crónica. O diagnóstico precoce pode ajudá-lo a poupar muito dinheiro. Pois quanto mais avançado o estado de uma doença, mais dispendiosos são os tratamentos, exames e medicamentos.

3. Poupe no plano ou seguro de saúde

Mesmo com todos os cuidados com a saúde, pode ser surpreendido subitamente com uma doença. E, nesse caso, é conveniente ter um plano ou um seguro de saúde. Este é um investimento que, no futuro, permitirá poupar muito dinheiro em cuidados de saúde.

No momento de escolher um plano ou seguro de saúde deve, contudo, ter em conta algumas regras que podem reduzir o prémio, ou seja, o preço a pagar, a saber:

  • Contratualize apenas as coberturas de que realmente necessita. Os preços variam consoante as coberturas. Por exemplo, se pretende ter filhos, deve escolher uma solução que contemple essa situação. Pelo contrário, se já não está a pensar ter filhos ou está na menopausa, poderá prescindir da cobertura na gravidez e no parto e, assim, poupar largos euros.
  • Verifique o valor da franquia (parte do valor da despesa que ficará a seu cargo) que pretende. Quanto menor a franquia, maior o prémio a pagar.
  • Pague o prémio de uma só vez, anualmente, em vez de o fazer em prestações. Quanto mais fracionado for o pagamento, mais elevado será o prémio.
  • Renegoceie o seu plano ou seguro de saúde. Estes produtos têm a duração de um ano, período ao fim do qual podem ser revistas as condições. Reavalie as coberturas contratualizadas e se pode prescindir de algumas menos relevantes como consultas e tratamentos de estomatologia, compartição de medicamentos ou hospitalização no estrangeiro, por exemplo. Desta forma, baixará substancialmente o valor do prémio.
  • Junte à sua apólice os seus filhos e o seu cônjuge. Algumas seguradoras dão descontos nos ‘packs’ familiares.

É Associado Montepio?

A Associação Mutualista Montepio (AMM) disponibiliza aos seus associados o Plano Montepio Saúde. Uma solução de saúde gratuita, de utilização imediata, e sem limite de idade, utilização e período de carência ou exclusão por doenças pré-existentes. O Plano Montepio Saúde permite o acesso a cuidados de saúde diferenciados, em condições de preços convencionados e mais vantajosos, prestados junto dos melhores médicos, hospitais e clínicas, incluindo a CUF, o Grupo HPA Saúde e a União das Misericórdias.

4. Procure os medicamentos mais baratos

Para reduzir a conta da farmácia, antes de aviar a receita, verifique quais são os medicamentos mais baratos. À partida, os genéricos saem mais em conta do que os equivalentes de marca, mas pode não ser assim. Sempre que um genérico começa a ser comercializado, tem obrigatoriamente de custar, pelo menos, metade do preço do respetivo medicamento de marca. No entanto, o cenário pode mudar. Para conseguirem vender os seus medicamentos de marca, os laboratórios baixam os preços, o que pode fazer com que, passado algum tempo, estes fiquem mais baratos do que os genéricos correspondentes.

É preciso ter ainda em atenção outro aspeto importante: há medicamentos genéricos com o mesmo princípio ativo de diferentes preços. Por lei, as farmácias devem ter em stock três dos cinco genéricos mais baratos do mercado, mas isso nem sempre acontece.

Para ajudar as pessoas a pouparem na conta da farmácia, o Infarmed criou a app “Poupe na receita”, que indica, entre outras informações, o medicamento mais barato para a substância ativa prescrita pelo médico. Se a escolha mais económica não estiver disponível na farmácia, basta encomendar. As farmácias são obrigadas a tê-la em 12 horas.

5. Dê sangue

Ser dador de sangue não só permite salvar vidas, como também traz benefícios na área da saúde. Desde logo, o dador de sangue tem direito a análises clínicas gratuitas. O sangue recolhido é sempre analisado antes de ser utilizado, sendo os resultados comunicados ao dador.

Um dador com duas dádivas feitas no último ano ou com mais de 30 registadas ao longo da vida está ainda isento do pagamento das taxas moderadoras nos serviços de urgência hospitalar e na realização de exames nos serviços de saúde públicos ou privados que tenham celebrado acordo com o SNS.

Saiba se pode ser dador de sangue e quais os seus direitos.

6. Peça fatura com NIF

As despesas de saúde podem ser deduzidas à coleta do IRS, ou seja, ao imposto a pagar. Para tal, basta solicitar as respetivas faturas com o NIF (Número de Identificação Fiscal) de qualquer membro do agregado familiar.

A dedução de saúde no IRS corresponde a 15%, até um máximo de 1 000 euros por agregado familiar. Isto, na tributação conjunta. Na tributação separada, a dedução continua a ser de 15%, mas o limite global desce para 500 euros.

Esta dedução à coleta inclui gastos com consultas, exames, tratamentos, hospitalização, fisioterapia, óculos, lentes oftálmicas e medicamentos. São ainda aceites prémios com seguros de saúde ou contribuições pagas a associações mutualistas ou a instituições sem fins lucrativos que prestem cuidados de saúde.

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