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5 questões para quem está perto da idade da reforma

Faltam-lhe poucos anos para chegar à idade da reforma? Saiba como gerir o seu dinheiro nesse novo capítulo da sua vida.

O índice de envelhecimento está a acentuar-se e os sistemas de previdência estão cada vez mais desequilibrados. Deste modo, a preocupação dos portugueses com o seu dinheiro após a idade da reforma tem vindo a aumentar. Deixamos-lhe as questões financeiras essenciais sobre esta fase da vida.

1. O meu poder de compra diminuirá?

O desafio de gerir um orçamento familiar para lá da reforma é mais exigente do que o de administrar as suas finanças na meia-idade. O estudo Ageing Report 2015, da Comissão Europeia, revela que o valor da primeira pensão de velhice que um trabalhador português receberá em 2020 será equivalente a 50,7% do valor líquido do último salário em idade ativa. Isto significa que o poder de compra na idade da reforma se reduzirá substancialmente. E, a partir de 2025, a pensão valerá menos de metade do salário. Se juntar a isto a incerteza quanto ao sistema de Segurança Social, há algumas regras de finanças pessoais que deve manter e reforçar.

2. Devo elaborar um orçamento familiar?

Imagine que ao longo da sua vida ativa juntou 25 mil euros. Quanto tempo levaria, com o seu estilo de vida atual, a gastar esse dinheiro, se mantivesse o padrão de consumo anterior à aposentação? Por exemplo, se tivesse um salário de 1 000 euros, e se a sua reforma se fixasse em 507 euros (50,7%, como indica a Comissão Europeia), poderia ter de recorrer às suas poupanças. Ao ritmo de 493 euros por mês gastaria os 25 mil euros em cerca de quatro anos. Ou seja, ficaria demasiado exposto a novas despesas na idade da reforma.

Planear é a grande arma. É fundamental prever como será o novo padrão de despesas nas suas novas rotinas. Algumas despesas irão, provavelmente, crescer, como as relacionadas com a sua saúde, mas outras poderão reduzir, como as relacionadas com combustíveis e transportes.

Calculadas as despesas fixas durante um mês, deverá avançar para o esboço do seu orçamento de reforma. Defina como pretende gastar os rendimentos (de pensões, rendas ou investimentos) e mantenha uma margem para continuar a poupar.

3. Como resgatar um PPR sem penalizações?

O montante aplicado num Plano Poupança Reforma (PPR) pode ser resgatado sem penalizações fiscais em diferentes cenários:

  • Reforma por velhice do participante
  • Reforma por velhice do cônjuge do participante no PPR, se for um bem comum do casal
  • A partir dos 60 anos ou a partir dos 60 anos do cônjuge do participante no PPR, se o regime de bens do casal indicar que o PPR é um bem comum
  • Desemprego de longa duração do participante ou de um dos membros do seu agregado familiar
  • Doença grave ou incapacidade permanente para o trabalho do participante ou familiar
  • Em caso de morte do participante ou do cônjuge, se o PPR for um bem comum
  • Pagamento de prestações de crédito à habitação própria e permanente

Nos casos de reforma por velhice, a partir dos 60 anos de idade, só se podem resgatar sem penalizações as entregas feitas há, pelo menos, cinco anos. Para resgatar a totalidade sem penalizações terá de ter entregue, pelo menos, 35% do valor do PPR antes da metade da vigência do contrato de PPR.

Consulte a lista completa e detalhada dos casos em que é possível resgatar os PPR sem penalizações no sítio da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.

4. Quais as opções de reembolso do PRR?

São várias as opções de reembolso:

  • Receber o valor de uma só vez
  • Receber o valor do PPR como pensão mensal para o resto da vida
  • Receber o valor conjugando estas duas formas

5. Como proteger a saúde depois dos 65?

Muitos seguros de saúde são concebidos apenas para pessoas com idade inferior a 65 anos. Por isso, uma boa forma de se proteger depois dessa idade passa pelos cartões de saúde, que possibilitam descontos e acesso a uma rede de serviços. Assim, mediante o pagamento de uma mensalidade, terá sempre à sua disposição cuidados médicos e apoio domiciliário com descontos.

Máximas para a idade da reforma

  • Como não se sabe o dia de amanhã, o melhor é não descurar o cuidado com as suas contas em casa. Aponte todas as despesas e verifique em quais poderá reduzir a fatura.
  • A antiguidade é um posto, pelo menos em áreas como os transportes ou a cultura. Por isso, procure maximizar estes benefícios, minimizando as saídas do seu orçamento.
  • A saúde é uma das áreas que deve salvaguardar e proteger, principalmente na reforma. Apesar dos custos com a proteção poderem ser mais elevados que os seguros de saúde antes da reforma, a verdade é que para lá dos 65 anos é normal ter de recorrer a serviços médicos.
  • Se tem créditos ou financiamento, mantenha níveis confortáveis de pagamento das prestações. Previna-se contra o inesperado.
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