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Covid-19: regras da DGS para as missas e os cultos religiosos

A partir deste sábado, dia 30 de maio, será possível voltar a frequentar os locais de culto, mas a experiência será muito diferente da anterior à pandemia. Saiba quais são as orientações da Direção-Geral de Saúde (DGS) para crentes e instituições de culto e religiosas.

Reconhecendo o risco aumentado de propagação da Covid-19 nos locais de culto, considerando a interação social e a proximidade entre os crentes, além do impacto da doença em grupos que podem ter uma representatividade considerável nas celebrações religiosas, nomeadamente pessoas com idade superior a 65 anos e pessoas com morbilidades, a DGS divulgou um documento com boas-práticas a adotar por crentes e instituições de culto e religiosas, que reproduzimos abaixo.

O que devem garantir as instituições de culto e religiosas?

 Cabe às instituições de culto e religiosas cumprir as seguintes medidas:

  • Elaborar ou atualizar um plano de contingência interno para a Covid-19 que contemple os procedimentos a adotar perante um caso suspeito;
  • Limitar ou adiar as celebrações, atividades, encontros, reuniões, catequeses e outros eventos de culto que implicam a aglomeração de pessoas quando não for possível cumprir as orientações de mitigação de transmissão da Covid-19;
  • Remover ou proibir o toque de objetos ou substâncias do local de culto;
  • Providenciar uma sinalização para os lugares que podem ser ocupados de forma a garantir o distanciamento de, pelo menos, dois metros entre pessoas. O distanciamento não se aplica a coabitantes;
  • Limitar o acesso sem supervisão ao local de culto e o acesso a visitas coletivas;
  • Divulgar amplamente e incentivar a adoção das medidas de proteção e distanciamento físico, etiqueta respiratória e higiene das mãos, afixando, por exemplo, alguns cartazes à entrada do local de culto;
  • Disponibilizar um dispensador de solução à base de álcool para as pessoas desinfetarem as mãos, pelo menos, à entrada e à saída do local de culto e em pontos estratégicos;
  • Promover o arejamento do local de culto, principalmente antes e depois de uma celebração, se possível mantendo as janelas e portas abertas;
  • Higienizar todo o espaço de acordo com as orientações da DGS e aumentar a frequência da higienização dos espaços comuns, bancos, apoios e puxadores de portas, principalmente no final de cada celebração.

Durante a celebração de culto

  • Aconselhar as pessoas com fatores de risco, nomeadamente pessoas com mais de 65 anos ou com morbilidades, a assistirem às celebrações através de meios de transmissão alternativos ou a optarem por horários em que as celebrações são menos frequentadas;
  • Evitar aglomeração de pessoas durante a celebração, limitando a capacidade máxima do local de modo a garantir o distanciamento recomendado e organizando antecipadamente o número de participantes;
  • Criar e identificar, sempre que possível, um circuito de circulação:
    • As primeiras pessoas a entrar devem ocupar os lugares mais distantes da porta de entrada;
    • Preferencialmente, a porta de saída deve ser diferente da porta de entrada;
    • As primeiras pessoas a sair devem ser as que estão mais próximas da porta de saída.
  • Considerar ter uma pessoa que receba os participantes à entrada e os encaminhe para os lugares adequados, ou para áreas como as zonas de ablução ou cacifos;
  • Deixar as portas do local de culto abertas, se possível, nos horários previstos para as celebrações, de modo a evitar o toque nos puxadores ou maçanetas;
  • Usar máscara sempre que adequado;
  • Abreviar as celebrações;
  • Substituir momentos que envolvem contacto físico por outro tipo de saudação que garanta a distância recomendada de, pelo menos, dois metros;
  • Garantir o cumprimento das medidas adequadas de distanciamento e higienização nos momentos específicos da celebração, como a distribuição de alimentos ou objetos. Caso não se consiga garantir as medidas de distanciamento e higienização, estes momentos devem ser suprimidos;
  • Evitar a partilha de objetos (por exemplo, tapete de oração – cada pessoa deve levar o seu ou, em caso de inexistência, usar material descartável e higienizar o tapete entre utilizações);
  • Promover o arejamento do local de culto durante, pelo menos, 30 minutos antes e depois da celebração.

Com se devem comportar os crentes?

As orientações da DGS para os crentes são as seguintes:

  • Cumprir as orientações de entrada e saída e a marcação dos lugares do local de culto;
  • Desinfetar as mãos com solução à base de álcool à entrada e à saída do local de culto e, quando necessário, durante a celebração;
  • Manter a distância recomendada de dois metros entre pessoas não-coabitantes durante a celebração, à entrada e à saída do local de culto;
  • Suspender saudações com contacto físico (por exemplo, aperto de mão, beijo ou abraço) e o contato com símbolos, outros objetos e superfícies;
  • Usar máscara durante a celebração, sempre que possível. A máscara é uma medida adicional de prevenção de transmissão, deve ser utilizada adequadamente e associada ao distanciamento de dois metros, a uma adequada etiqueta respiratória e higienização das mãos;
  • Evitar os momentos ou refeições de convívio antes e após o culto;
  • Respeitar o dever especial de proteção e evitar frequentar as celebrações em que se preveja um maior número de pessoas, se faz parte de um grupo de risco.

 

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