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Marcelo Rebelo de Sousa elogia 15.ª edição do CRIDEM

A entrega de prémios da 15.ª edição do CRIDEM – Concurso Nacional de Obras de Expressão Plástica de Pessoas com Deficiência Intelectual decorreu na Fundação Manuel António da Mota, no Porto, a 17 de setembro, e contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Como Presidente de todos os portugueses, há portugueses de quem eu gosto um bocadinho mais do que dos outros e, entre esses portugueses de quem gosto um bocadinho mais, estão os artistas de hoje, as famílias dos artistas de hoje e as instituições de solidariedade social que conseguiram pôr de pé este CRIDEM”. Esta foi a mensagem deixada pelo Presidente da República, que procurou salientar o trabalho de todos os envolvidos na 15.ª edição do CRIDEM. Uma iniciativa da APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental), que conta com o apoio da Fundação Montepio e da Fundação Manuel António da Mota.

Depois de pedir à audiência um forte aplauso para as instituições que “por todo o país, todos os dias, se dedicam a esta e outras obras”, aos artistas, e também às famílias destes, Marcelo Rebelo de Sousa recordou o facto de a mãe ter sido assistente social, tendo-se especializado nesta área. Quando criança, lembra-se de ter contactado com a realidade das pessoas com deficiência. Mas nessa altura, refere o Presidente, “eram outros tempos.  Não havia CRIDEM. Não havia concursos destes. Não havia fundações que apoiassem como as que apoiam agora. Não havia prémios como os que acabamos de entregar. Só havia artistas e famílias de artistas, mas eram artistas desconhecidos, porque ninguém os revelava”.

Marcelo Rebelo de Sousa visitou atentamente a exposição – que contou com mais de 200 obras, de várias expressões artísticas, submetidas por 68 instituições de todo o país – e falou com a maioria dos artistas presentes.

António Tomás Correia, presidente da Fundação Montepio, em declarações ao Ei, sublinhou que o importante neste dia foi “estar com as pessoas”. “Estarmos neste evento, olhar para a criatividade dos nossos artistas, termos a possibilidade de mostrar esta grande criatividade nas mais diversas formas de expressão é uma forma de ir ao encontro daquilo que é a nossa política de responsabilidade social, dos nossos valores enquanto associação mutualista, enquanto organização de pessoas”.

O responsável realçou a grande evolução que houve nas duas últimas edições do CRIDEM, com a introdução do novo prémio dirigido aos monitores, e o cenário de internacionalização que está no horizonte. E destacou o Alto Patrocínio do Presidente da República, que traz visibilidade e afirmação ao certame. Aos presentes, António Tomás Correia deu conta de que o projeto mobiliza a Fundação Montepio de forma “avassaladora”. E o presidente da Fundação Montepio não tem dúvidas de que o certame vai crescer.

A nova vida do CRIDEM

Foi em 1991 que nasceu o projeto CRIDEM, pela mão da APPACDM, “que procurava ver reconhecida as capacidades artísticas das pessoas que apoiava e o respetivo reconhecimento da sociedade”, recordou Teresa Guimarães, presidente da direção da APPACDM do Porto. Até 2000, o concurso era de carácter anual, passando a bienal a partir dessa altura. Em 2006, o projeto foi interrompido devido aos elevados custos e à logística pesada. Dez anos mais tarde, o CRIDEM renasceu, com o apoio da Fundação Montepio e da Fundação Manuel António da Mota, “que muito generosamente acreditaram e incentivaram para que se voltasse a reeditar este concurso”, sublinhou Teresa Guimarães.

Esta edição contou com mais de 200 obras, submetidas por 68 instituições. O júri foi composto por Josefina Bazenga, presidente da Mesa da Assembleia Geral da APPACDM; Fernanda Freitas, coordenadora de programação do espaço Atmosfera m, da Associação Mutualista Montepio; José Emídio, pintor; José António Nobre, escultor; Eduardo Nascimento, diretor do Centro de Arte Contemporânea da Amadora; e Rui Mateus, curador do CRIDEM.

O projeto contou, este ano, com a presença da associação belga CREAHM. Um exemplo no que diz respeito ao trabalho artístico com pessoas com deficiência intelectual.

A mostra vai estar patente no Porto até ao dia 30 de novembro, seguindo depois para Lisboa. Em 2019, parte da exposição irá percorrer os diferentes concelhos do país. As obras estão à venda, revertendo o valor da compra para as instituições que as submeteram. A próxima edição do CRIDEM está marcada para 2020, prometeu a presidente da direção da APPACDM do Porto.

Os vencedores

Grandes prémios

1.º Prémio
25 LIMIANOS, de Carlos Alberto Morais de Sousa, Joaquim Manuel Cunha Teixeira e Márcio da Silva Torres – APPACDM de Viana do Castelo

2.º Prémio
SEM TÍTULO, de Hélder Gomes Rodrigues – CERCICA

3.º Prémio
O MEU MEDO ESCONDIDO POR DETRÁS DE UMA PORTA, de Marta Adriana Varela Moreira – CERCICA

 

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