Em que momento passamos a depender dos outros?

Em que momento passamos a depender dos outros?
17 minutos de leitura
Ilustração de Maria Lourenço
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odos gostamos de acreditar que somos independentes. Que conseguimos cuidar de nós e enfrentar a vida sozinhos. Mas basta um acidente, uma doença ou simplesmente o passar do tempo para percebermos que essa autonomia é mais frágil do que imaginamos.

A 27 de maio de 1995, o mundo ficou a saber que até o Super-Homem precisa dos outros. Nesse dia, Christopher Reeve, o ator que deu vida ao herói ao longo de uma década e quatro filmes de grande sucesso, sofreu um acidente numa prova de hipismo. A queda deixou-o tetraplégico, paralisado e dependente de ventilação assistida.

O episódio teve um impacto profundo na opinião pública. O homem que, no cinema, voava sobre cidades e salvava o mundo, tornou-se subitamente o rosto da fragilidade humana. A sua história recordou algo simples e inevitável: ninguém nasce verdadeiramente independente e, na verdade, poucas ou nenhumas pessoas conseguem manter essa autonomia durante toda a vida.

A nossa dependência começa bem cedo. Para dar os primeiros passos, um bebé confia a sua pequena mão na mão firme dos pais. Com o tempo, aprenderá a caminhar sozinho e a explorar o mundo com autonomia. Mas esse primeiro gesto — o de confiar no outro para se equilibrar — acompanha-nos sempre. Muitos anos depois, poderá ser esse bebé, agora adulto, a segurar o braço dos pais para os ajudar a levantar-se, subir escadas ou simplesmente manter o equilíbrio. É um ciclo natural que atravessa gerações.

Foi exatamente esse processo que Miguel Monteiro viveu com a sua mãe. Hoje, recorda-o com serenidade, embora reconheça que foi um percurso emocionalmente exigente. A mãe viveu muitos anos e teve uma vida feliz, conta. Mas a saúde começou lentamente a deteriorar-se.

“Foi um processo lento. Em primeiro lugar, foi a visão que começou a falhar, depois surgiu alguma insegurança ao andar, os esquecimentos e alguma confusão em pequenos detalhes. Mas desvalorizámos por serem coisas normais da idade. Até que se foi agravando com o passar do tempo. E foi então que os papéis se inverteram. Passei a cuidar de quem cuidou de mim.”

A pergunta que abre este artigo não é apenas retórica. É um convite a olhar para as diferentes formas que a dependência assume ao longo da vida. Para a compreendermos melhor, basta observar as histórias de figuras públicas como Christopher Reeve, Michael J. Fox ou, mais recentemente, Nuno Markl, que transformaram tragédias pessoais em exemplos de resiliência, adaptação e descoberta. Mas também histórias anónimas, muito mais comuns, que acontecem silenciosamente todos os dias.

Talvez, no fundo, a pergunta esteja mal formulada. Talvez a verdadeira questão seja outra: haverá algum momento em que deixamos realmente de depender uns dos outros?

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O acidente de Christopher Reeve mostrou ao mundo que a dependência pode surgir de forma abrupta, sem aviso, sem preparação e sem qualquer possibilidade de antecipação.

Ainda assim, à sua maneira, continuou a ser um herói. Já não voava nem tinha a força sobre-humana que o cinema lhe atribuía, mas demonstrou uma forma diferente de coragem. Haveria de dizer: “Um herói é um indivíduo comum que encontra forças para perseverar e resistir perante obstáculos que parecem esmagadores.” E aproveitou a sua plataforma, enquanto figura pública, para tornar estas palavras uma realidade. Tornou-se um ativista no apoio à comunidade das pessoas com deficiência e na defesa da investigação das lesões medulares.

Mas e nós? Quando é que começamos a depender dos outros?

“Tenho muito presente que precisamos sempre uns dos outros”, reflete Luís Bispo, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras. Luís sabe do que fala. Há séculos que as misericórdias, tal como as associações mutualistas, organizam respostas solidárias para apoiar quem mais precisa: na saúde, na assistência social ou no apoio aos mais vulneráveis.

“O mais difícil, muitas vezes, é reconhecer que precisamos de pedir ajuda”, admite. E há outro problema. Hoje, a resposta social existente continua a ser insuficiente para dar resposta à crescente procura de apoio. Mas já lá vamos.

A dependência manifesta-se muito antes de termos consciência dela. Está presente em todos os cuidados de um bebé, no medo do primeiro dia de escola, que uma professora ajuda a acalmar, ou no momento em que um filho adoece e apenas o conhecimento de um médico consegue trazer alívio. Em cada um desses momentos, a vida exige algo que ultrapassa a nossa individualidade: ajuda, conhecimento, experiência ou, simplesmente, presença.

Foi o que aconteceu a Alfredo Jorge que, após uma visita de rotina ao médico de família, em junho de 2020, viu a vida mostrar-lhe os dentes. “Fui tendo alguns espasmos no peito e sofri um episódio mais forte uma vez, de férias. Mas nunca lhes dei grande importância. O meu médico achou melhor fazer exames ao coração no Hospital de Santa Cruz. Marcaram-me imediatamente uma operação ao coração. Acabei por fazer três bypasses.

Aquilo que inicialmente parecia um choque transformou-se numa experiência de aprendizagem. A recuperação, ao contrário do que pensava, foi rápida. Após quinze dias da cirurgia já fazia bicicleta e passadeira.

“Entretanto, por estarmos em pandemia (a operação foi em 2020), passei a fazer fisioterapia em casa, por Zoom. Éramos quatro pacientes no mesmo horário, mais o pessoal do hospital. Com o tempo criámos um pequeno grupo de apoio entre nós. Acabámos por partilhar dificuldades e progressos. Isto ainda ocorreu durante um ano, primeiro três vezes por semana, depois duas vezes”, recorda. Experiências como esta mostram algo fundamental: sozinhos não somos suficientes.

Miguel Monteiro conhece bem esse sentimento. “Não foi fácil ver a minha mãe frustrada por já não conseguir fazer as tarefas do dia a dia. Assistir a uma mulher forte e autónoma perceber que estava mais vulnerável e até assustada, a depender de outros, é duro.” E acrescenta: “É duro para nós, mas sobretudo para ela.”

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As histórias de todos os dias

Além dos exemplos famosos, há milhares de outras histórias anónimas que refletem a mesma realidade. De pessoas que sofreram acidentes e tiveram de reconstruir a vida. De outras que enfrentaram doenças crónicas. E muitas que, simplesmente, aprenderam a pedir ajuda quando a vida mudou de rumo. Um acontecimento banal pode mudar aquilo que se tem como garantido: subir escadas, apertar os sapatos ou ser capaz de gerir as próprias finanças. A crença na autonomia absoluta é, em grande medida, um dos mitos da modernidade.

“O que mais surpreende as famílias é a dependência financeira em que caem rapidamente. Sabemos que as respostas sociais a situações de dependência, como lares, residências assistidas ou cuidados domiciliários, são escassas face à procura crescente. E, mais do que isso, têm custos elevados”, reconhece Luís Bispo.

Muitas vezes, as famílias têm dificuldade em pagar uma fatura demasiado alta para o seu nível de rendimentos. E isso leva a uma consequência perniciosa: “Atrasam a necessária institucionalização ou assistência dos seus entes queridos, prejudicando a sua recuperação ou, noutros casos, o seu bem-estar e levando ao limite a capacidade de cuidar deles.”

Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras, este ciclo infeliz é repetido demasiadas vezes: num primeiro momento, acolhe-se um ascendente em casa para cuidar dele, aproveitando a pensão de reforma para ajudar ao equilíbrio do orçamento familiar. No entanto, quando a institucionalização é inevitável, o valor destas pensões já não é suficiente para suportar todos os custos. “O que antes funcionava como um alívio nas contas do mês, agora sobrecarrega e desequilibra os orçamentos familiares”, explica.

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Quem sustenta a dependência?

Na maioria das situações, não é apenas quem se torna dependente que sente o impacto dessa mudança. Os cuidadores também embarcam nesta viagem. Os familiares alteram rotinas, renunciam ao tempo pessoal ou profissional e aprendem a gerir as exigências que a vida lhes impõe. “Tive que abrir espaço na minha agenda para cuidar. Surgiu uma preocupação constante que condiciona o nosso dia a dia. E a verdade é que também há uma perda da nossa autonomia e um grande teste à nossa resiliência”, afirma Miguel Monteiro.

Num primeiro momento, quem ajuda acredita que a simples presença será suficiente. Mas rapidamente percebe que a tarefa exige muito mais: tempo, energia, conhecimento e apoio. “Fui sempre fazendo o melhor que podia. Acho que é normal pensarmos que podemos fazer mais e melhor. Mas é duro pensar assim. Quando chegou o momento de encontrarmos um apoio permanente para a minha mãe, foi uma decisão difícil de tomar. Parecia que eu já não era suficiente. Mas esta alteração era necessária. O bem-estar da minha mãe não era compatível com a mera intervenção dos filhos. Tinha de ser permanente e foi necessário encontrar quem ficasse em casa a cuidar dela”, confessa o investigador do LNEC, de 50 anos. “O bem-estar da minha mãe foi sempre a nossa prioridade.”

Cuidar exige recursos, apoio e reconhecimento. “Há um impacto emocional profundo nos cuidadores sem preparação. Vivemos essa experiência todos os dias. Têm muito medo de falhar, de não estar à altura dos desafios”, explica Luís Bispo. Por isso, sublinha, também eles precisam de apoio.

Por vezes, até os próprios dependentes recusam ou dificultam, consciente ou inconscientemente, este apoio. Para muitos pais, aceitar cuidados dos filhos nos gestos mais básicos da vida é um processo emocionalmente difícil. Durante décadas foram eles que alimentaram, protegeram e orientaram os filhos. Inverter esse papel pode ser doloroso.

Miguel Monteiro concorda: “Fica sempre a sensação de que não se está a fazer o suficiente. Mas aprendi que cuidar é garantir dignidade. E, para isso, às vezes precisamos de mais mãos do que as nossas e de aceitar que nem sempre se consegue fazer tudo bem.”

Por isso mesmo, a experiência dos cuidadores revela como as relações entre as pessoas, quer estejam ou não ligadas por laços de sangue, têm uma complexidade própria. Passar por uma situação de aflição ou de turbulência deste tipo não tem de ser uma sentença para quem recebe ajuda ou um fardo para quem a oferece. É também um fenómeno que transforma vidas em redes, porque sem apoio tudo se torna quase impossível de gerir.

“No início, dependia da minha mulher para me levar a todo o lado. Estava proibido de conduzir. Estas obrigações são incómodas, mas têm um lado positivo. Parte do meu programa de recuperação consistia em andar muito. Então, ganhámos o hábito de, ao final do dia, fazer caminhadas juntos, transformando-o num momento nosso”, recorda Alfredo Jorge.

Mas nem sempre é assim, sobretudo em situações mais extremas ou de uma degenerescência progressiva e irreversível. “Há um momento em que as famílias reconhecem que a pessoa em causa precisa de mais do que conseguem dar. Por norma, quem necessita de ajuda, seja pela idade ou por doença ou um acidente, passa a viver em casa dos filhos, adultos em idade ativa, que saem cedo para trabalhar e voltam tarde. Passam grande parte do dia sozinhos. E quando o estado de saúde ou de demência já não permite manter a pessoa em segurança, a procura por uma instituição que tenha uma resposta social e de saúde intensifica-se”, esclarece o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras.

“O que mais surpreende as famílias é a dependência financeira em que caem rapidamente. Atrasam a necessária institucionalização ou assistência dos seus entes queridos, prejudicando a sua recuperação ou bem.”

Luís Bispo, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras

Como podemos preparar-nos?

Vivemos cada vez mais tempo. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a esperança média de vida, em 2025, era de 82,9 anos, o valor mais alto de sempre. Mas vivemos também melhor? A resposta é: não. Segundo o indicador de vida saudável do Eurostat, um português de 65 anos pode esperar viver apenas cerca de oito anos com boa saúde.

“Dar uma ajuda não é suficiente quando não existe autonomia. Passei a organizar o meu dia de forma a compensar essa perda. Foi a altura em que se inverteram os papéis entre mãe e filho”, confessa Miguel Monteiro. É por isso que o planeamento atempado do futuro, através de modalidades de poupança ou do acesso a cuidados de saúde, é tão importante. Não eliminam a dependência, mas oferecem uma maior autonomia ou os melhores cuidados possíveis sem representarem uma fatura que não se consegue pagar.

O tema está na ordem do dia. No início de 2026, o Montepio Associação Mutualista respondeu aos novos desafios financeiros e sociais de viver mais tempo com o lançamento do Plano Longevidade. Pensado para apoiar os associados na resposta a necessidades que surgem nas fases mais avançadas da vida — como despesas de saúde, apoio domiciliário ou outras situações associadas ao envelhecimento —, este plano permite constituir uma poupança ao longo do tempo, antecipando o inevitável.

Mas mais do que um instrumento de poupança, o Plano Longevidade procura traduzir, na prática, um princípio central do mutualismo: preparar o futuro com tempo, criando condições para que cada pessoa possa enfrentar as diferentes etapas da vida com maior segurança, autonomia e tranquilidade.

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Vai viver mais tempo. Mas como?

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O que aprendemos com a dependência

A dependência não é um ponto final, nem um sinal de falha pessoal. É uma condição humana que toma diferentes formas. Pode surgir quando o corpo já não obedece como dantes ou porque há uma crise financeira que abala vidas consolidadas.

Nos anos imediatamente após ter sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, Stephen Hawking viveu momentos de profundo desânimo. No entanto, o nascimento do filho e a relação com Jane, a sua mulher, deram-lhe um novo propósito. Aceitou a doença e resolveu concentrar-se no que ainda podia fazer, em vez de se focar no muito que tinha perdido.

A sua crescente dependência física implicava cuidados permanentes. Ao longo da vida, contou com uma equipa de enfermeiros e assistentes pessoais, sem esquecer o apoio familiar que nunca lhe faltou. A gestão dessa equipa, integrada numa operação logística bem estruturada, foi essencial para manter uma rotina produtiva, tendo recebido a medalha Albert Einstein pelas suas contribuições excecionais para a física teórica.

O engenheiro Alfredo Jorge partilha a mesma visão da vida. “Olhando para trás, penso que, se não tivesse sido operado, a probabilidade de, aí sim, cair numa situação de dependência era grande. Felizmente não foi o meu caso.” E acrescenta com simplicidade: “Sou uma pessoa otimista. Vejo a doença como mais uma realidade da vida, a juntar a tantas outras, boas e más. Aceito-a e tiro o melhor partido possível do que tenho, não ficando preso às limitações ou ao que não tenho.”

Em todas as diferentes formas de dependência, e na maneira de lidar com estas de um modo eficaz, há um elemento comum. As redes de apoio — familiares, comunitárias e institucionais — ajudam-nos a atravessar as fases mais difíceis, quer sejam definitivas, prolongadas ou efémeras. Luís Bispo assume que “gostava muito” que houvesse mais projetos de apoio nesta área. “As pessoas devem olhar para as instituições de apoio como uma mais-valia e não como o último recurso. Isso dá origem a situações de emergência que levam a aceitar a primeira oferta que surge. E, por vezes, essa oferta é desadequada.” O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras recusa dar um conselho às pessoas que passam por situações deste tipo. “Nunca estamos preparados para ver aqueles de quem gostamos num processo de degradação. Diria apenas para procurarem ajuda. Sem vergonhas. A assistência especializada faz mesmo a diferença”, sublinha.

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Uma pergunta, várias respostas

A resposta à pergunta “em que momento passamos a depender dos outros?” é simples: não deixámos verdadeiramente de depender uns dos outros. Desde o primeiro passo incerto de um bebé, passando pelo apoio em pequenas derrotas do dia a dia, até às fases em que precisamos de cuidados prolongados, a necessidade dos outros e de estruturas de apoio acompanha-nos ao longo da vida, em diferentes formas e intensidades.

“A prioridade tem de ser a pessoa que precisa do nosso apoio. Temos de estar alerta e perceber quando realmente precisa de ajuda. Ao mesmo tempo, nunca devemos esquecer o carinho nos gestos mais simples. No fim, é isso que fica: o amor”, afirma Miguel Monteiro.

Reconhecer essa evidência ajuda-nos a abandonar um dos preconceitos mais persistentes da sociedade contemporânea: a ideia de que a autonomia absoluta é possível. A dependência deixa de ser um sinal de fraqueza e transforma-se numa dimensão natural da experiência humana. Ela revela a complexidade das relações entre pessoas e a interdependência que sustenta famílias, comunidades e instituições. Ao longo da vida damos e recebemos. A capacidade de aceitar ajuda, de organizar um apoio e de nos prepararmos para momentos de vulnerabilidade é, em si mesma, uma forma de força.

Aceitar que dependemos uns dos outros não diminui a nossa dignidade. Pelo contrário, aprofunda a nossa compreensão sobre o que é a solidariedade, um dos princípios definidores do mutualismo. Ao olharmos para a vida deste modo, percebemos que estamos de pé não pela nossa força isolada, mas pelas redes invisíveis de suporte que construímos e cultivamos ao longo do tempo. A dependência não é um apenas fardo. É, acima de tudo, um traço essencial da experiência humana.

Preparar a velhice: quatro números para pensar

As probabilidades de chegarmos à velhice com qualidade de vida aumentaram bastante nos últimos anos. No entanto, ainda há muitos desafios que temos de enfrentar, no presente, para desfrutarmos de uma velhice boa. Estes números ajudam-nos a prepararmo-nos.

24,3%

Quase um quarto da população portuguesa tem hoje mais de 64 anos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Ao mesmo tempo, os jovens até aos 14 anos representam menos de 13% da população, o que mostra uma pirâmide etária cada vez mais invertida.

82,9 anos

Esperança média de vida à nascença, em Portugal. Este número reflete as melhorias significativas nas condições de vida, na medicina e nos cuidados de saúde nas últimas décadas.

8 anos de vida saudável

Viver mais não significa necessariamente viver melhor. Em média, um português que chega aos 65 anos tem cerca de 20 anos de vida pela frente, mas apenas cerca de 8 desses anos são vividos sem limitações significativas de saúde.

84%

Proporção da pensão face ao último salário de quem passa para uma situação de reforma por velhice, em dezembro de 2025, em Portugal.

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