uito antes de a democracia política se consolidar em Portugal, já o Montepio Associação Mutualista praticava princípios de participação e representação. Saiba como a democracia moldou a história da Instituição e por que motivo os associados continuam a ser essenciais neste processo.
Em março de 1840, cerca de 260 associados do Plano do Montepio Literário participaram numa assembleia geral preparatória para o projeto que, mais tarde, viria a ser conhecido como Montepio Geral – Associação Mutualista (MGAM). Desde os primeiros passos, o Montepio adotou uma estrutura que permitia a participação ativa dos associados nas decisões da Instituição, tornando as assembleias gerais momentos decisivos para discutir e aprovar questões que afetavam todos os membros. Esta prática pioneira, aliás, demonstrava claramente que a legitimidade de uma associação mutualista depende do envolvimento direto daqueles que beneficiam dos seus serviços.
Ao longo dos anos, muitos colaboradores e associados passaram pelo Montepio Associação Mutualista, mas há uma constante: a democracia interna. Esta resiliência deve-se, em parte, à capacidade da Instituição se adaptar a diferentes realidades políticas e económicas, mantendo-se fiel aos princípios do mutualismo. Mesmo durante períodos exigentes, como os que se viveram nas associações mutualistas e outras instituições da Economia Social durante o Estado Novo.
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Gratidão: que palavra é esta que tanto usamos?
As eleições ao longo dos tempos
Ainda em 1840, os estatutos do Montepio estabeleceram mecanismos inovadores que tornavam mais equitativo o acesso dos associados aos cargos dirigentes. A principal condição era simples: a idade mínima de 25 anos para poder ser eleito. Não existiam barreiras baseadas em estatuto social, profissão ou poder económico, o que representava uma novidade significativa para a época.
Outro avanço importante foi a introdução do escrutínio secreto. Esta medida garantia que nenhum grupo de associados pudesse pressionar outros durante as votações. As eleições realizavam-se através de listas contendo o número de nomes necessário para preencher os cargos em disputa, e os vencedores eram os candidatos que obtivessem maioria absoluta na primeira volta ou maioria relativa numa segunda votação, assegurando legitimidade e representatividade.
Os estatutos também visavam evitar a permanência prolongada dos mesmos associados nos cargos de direção. Quem cumprisse mandatos anuais só podia voltar a ser eleito passados três anos, com a exceção de dois vogais da direção que transitavam obrigatoriamente para a direção seguinte, garantindo continuidade entre equipas. Já os mandatos semestrais só permitiam a reeleição 18 meses depois do término. Havia, contudo, uma exceção prática: se o número de associados elegíveis fosse inferior a 50, estas limitações não se aplicavam, permitindo reeleições imediatas e garantindo a eficiência da Instituição mesmo em contextos de menor participação.
Além destas normas, os estatutos destacavam a necessidade de pareceres técnicos para decisões complexas. Embora muitas deliberações fossem administrativas, certas iniciativas exigiam conhecimento especializado, como aconteceu com os empréstimos hipotecários em 1915 e com o projeto das casas económicas em 1930, que precisaram de contributos das áreas de arquitetura e engenharia. Estes exemplos demonstram que a tradição democrática do Montepio se complementava com rigor técnico, permitindo decisões participadas e fundamentadas.
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Eleições em 2025: porque deve votar?
No Montepio Associação Mutualista, cada Associado é muito mais que um beneficiário: é membro efetivo da Instituição. Isso significa que tem voz, tem voto e tem poder para decidir o rumo da história da Instituição.
Nas próximas eleições, o seu voto fará a diferença e ajudará a construir o futuro da Instituição. O Montepio pertence aos associados, não é uma empresa pública ou privada. Votar significa escolher quem representa os seus interesses, quem gere os recursos, aprova políticas, lança produtos e garante que a Associação se mantém sólida e sustentável.
Participar reforça a transparência: quanto maior a adesão, mais legítimas são as decisões e mais responsáveis se tornam os dirigentes. É também uma forma de honrar a tradição democrática do Montepio. Todos os associados são iguais, cada voto é secreto e tem o mesmo valor, assegurando equidade e justiça.
Por tudo isto, o seu voto não é apenas um gesto formal. É a forma mais clara de garantir que a Instituição se mantém forte, transparente e alinhada com os interesses de quem realmente importa: os seus associados.
Montepio Associação Mutualista: como votar nas eleições de 2025?
As eleições para os órgãos associativos do Montepio Associação Mutualista para o quadriénio 2026/2029 realizam-se a 19 de dezembro de 2025. Se é Associado, pode votar das seguintes formas:
1. Por meios eletrónicos à distância: através de My Montepio (web e app), sistema Chave24 ou do site montepio.org, a partir do dia 15 de dezembro de 2024.
2. Presencialmente, através dos meios eletrónicos disponibilizados pelo Montepio Geral – Associação Mutualista, nos seguintes locais e horários:
- Sede do Montepio Associação Mutualista (Rua Áurea, n.º 219 a 241, 6.º piso, em Lisboa, (auditório), no dia 19 de dezembro, das 9h às 18h;
- Espaço Mutualista, Rua do Carmo, n.º 58, Lisboa, entre 15-12-2025 e 18-12-2025, ambos inclusive, das 9h às 18h;
- Espaço Atmosfera m Lisboa, Rua Castilho, n.º 5, Lisboa, entre os dias 15 de dezembro e 19 de dezembro de 2025, ambos inclusive, das 9h às 18h;
- Espaço Atmosfera m Porto, Rua Júlio Dinis, n.º 158/160, 4.º piso, Porto, entre os dias 15 de dezembro e 19 de dezembro de 2025, ambos inclusive, das 9h às 18h.
3. Por correspondência postal, devendo a correspondência com os votos ser recebida pelo Montepio Geral até às 18h do dia 19 de dezembro de 2025.
Nota: Todas as informações relativas ao exercício do direito de voto eletrónico encontram-se disponíveis no site montepio.org.