A Marinha Portuguesa tem quatro museus. Já foi a algum?

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Museu de Marinha, o Planetário, o Aquário Vasco da Gama e a fragata D. Fernando II e Glória são quatro espaços culturais únicos que a maioria dos portugueses nunca visitou. Os associados Montepio têm 10% de desconto nas entradas destes museus, um benefício extensível aos familiares diretos.

Poucos portugueses sabem os tesouros que a Marinha Portuguesa guarda. Não falamos de ouro, prata ou, eventualmente, outros bens preciosos que remontem à época em que a Marinha Portuguesa foi fundada. Falamos, isso sim, dos museus, dos aquários, dos planetários e das fragatas ancoradas que ficaram para contar uma história tão rica e grandiosa como a costa de Portugal.

A Marinha Portuguesa é uma das instituições mais antigas do país. Existe, na forma como se conhece, desde o século XIII, e a sua vocação ultrapassa em muito as missões navais. Exemplo disso são os quatro espaços culturais que gere em Lisboa, que funcionam como um espelho da sua importância e longevidade: séculos de relação com o mar, preservados e abertos a todos.

Através do Museu de Marinha, do Planetário, do Aquário Vasco da Gama e da fragata D. Fernando II e Glória ficamos a conhecer um pouco da nossa história. E como de história também percebe o Montepio Associação Mutualista, fundado em 1840, quando Portugal ainda era uma monarquia constitucional, a maior associação mutualista do país é hoje parceira da Marinha Portuguesa. Com o Cartão de Associado, a entrada em todos os espaços tem 10% de desconto, extensível a familiares diretos.

São quatro espaços, espalhados por Lisboa e pela outra margem do Tejo. Este é o guia para os percorrer todos.

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Belém: dois espaços, uma caminhada

O roteiro começa em Belém, onde a Marinha concentra dois dos seus espaços a menos de cinco minutos a pé um do outro. O Museu de Marinha, instalado numa ala do Mosteiro dos Jerónimos, tem mais de 23 000 peças que contam a relação dos portugueses com o mar ao longo de seis séculos. Modelos de navios construídos a partir dos planos originais, instrumentos de navegação, galeotas reais que a família real usava no Tejo em ocasiões de gala, e uma sala dedicada à primeira travessia aérea do Atlântico Sul por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922. Uma visita que serve igualmente famílias com crianças e adultos que queiram ir ao detalhe, e que facilmente ocupa um par de horas.

A poucos passos, na mesma Praça do Império, o Planetário de Marinha completa a visita de forma inesperada. A ligação entre os dois é imediata: durante séculos, navegar foi sinónimo de ler o céu. Com uma cúpula de 25 metros de diâmetro, que se encontra entre as maiores do mundo, e tecnologia de projeção digital renovada em 2021, cada sessão é uma imersão total: sala às escuras, universo em todas as direções. Os programas variam consoante o público, com sessões para crianças e adultos. Vale a pena ver a agenda antes de ir.

Parte do Museu da Marinha desde os anos 1950, o Pavilhão das Galeotas alberga um conjunto de embarcações em tamanho real. A mais antiga é de 1780

Cruz Quebrada: o aquário que atravessa gerações

O comboio da Linha de Cascais, com o Tejo do lado esquerdo, leva-o em poucos minutos até à Cruz Quebrada. É aqui que fica o Aquário Vasco da Gama, inaugurado em 1898 e entregue à Marinha em 1901. Um dos aquários-museus mais antigos do mundo ainda em atividade, o Aquário Vasco da Gama faz parte do imaginário dos portugueses. É possível, aliás, que muitos de nós o tenhamos visitado em criança sem saber que hoje continua exatamente ali, aberto todos os dias do ano.

O núcleo histórico é a Coleção Museu Oceanográfico do Rei D. Carlos I, monarca que foi também oceanógrafo e que reuniu ao longo da vida um arquivo único da ciência do mar em Portugal. À volta dela, um aquário vivo com as espécies marinhas da costa portuguesa e, para os mais novos, a “Janela para o Oceano”, um espaço tecnológico de imersão interativa que modernizou a visita sem apagar a memória do lugar.

Com 4 000 espécimes de fauna e flora marinhas, o Aquário Vasco da Gama é uma das primeiras infraestruturas de divulgação da ciência e da natureza em Portugal

Antes do Oceanário havia o Aquário Vasco da Gama

Inaugurado a 20 de maio de 1898, o Aquário Vasco da Gama nasceu de uma celebração e de uma ambição. A celebração era o quarto centenário da partida de Vasco da Gama para a descoberta do Caminho Marítimo para a Índia. A ambição era do rei D. Carlos I, monarca que foi também oceanógrafo, pintor e cientista, e que via na divulgação da vida marinha uma missão tão importante quanto qualquer outra do seu reinado.

Na inauguração, D. Carlos I expôs numa das salas os espécimes zoológicos que recolhera nas suas campanhas oceanográficas a bordo do iate real D. Amélia, entre 1896 e 1897. Era uma exposição temporária. Mas os espécimes regressariam anos mais tarde, desta vez para ficar: em 1935, a Coleção Museu Oceanográfico do Rei D. Carlos I foi cedida ao Aquário, enriquecendo-o com um arquivo único da ciência do mar em Portugal.

Durante décadas, o Aquário Vasco da Gama foi o único espaço do género em Portugal. Geração após geração de portugueses fizeram ali o primeiro contacto com a vida marinha: em visita de família, em visita de escola, em excursão de fim de ano. Essa memória afetiva, como o próprio Aquário reconhece, é o seu maior património.

Testemunha de uma época em que a ciência e a cultura se encontravam no mesmo edifício, o Aquário está ligado ao início da divulgação da vida aquática em Portugal. O seu edifício, a sua história e as suas coleções atraem ainda hoje estudiosos de múltiplas áreas do conhecimento, e o espaço foi reconhecido como monumento de interesse nacional.

Nos últimos anos, a Marinha investiu na modernização das infraestruturas. A “Janela para o Oceano”, inaugurada em 2021, é uma sala totalmente interativa pensada para os mais novos — um minianfiteatro com um ecrã de 7,25 metros onde é possível mergulhar virtualmente nas profundezas do mar.

Mais de 125 anos depois da inauguração, o Aquário Vasco da Gama continua aberto todos os dias do ano, continua a receber escolas, continua a ser o lugar onde muitos portugueses aprendem, pela primeira vez, o que vive no fundo do mar. Alguns voltam com os filhos. Outros com os netos. É esse o sinal de uma instituição que não envelhece. Transforma-se.

Cacilhas: a fragata e o submarino

O cacilheiro do Cais do Sodré atravessa o Tejo em dez minutos. Do outro lado, em Cacilhas, está ancorada a fragata D. Fernando II e Glória, o último navio de guerra da Marinha Portuguesa a ter navegado exclusivamente à vela. Construída em madeira de teca entre 1824 e 1843, percorreu mais de cem mil milhas náuticas, o equivalente a cinco voltas ao mundo, sem travar um único combate. Restaurada para a Exposição Mundial de Lisboa, a Expo ‘98, é hoje um exemplar único no mundo.

A visita proporciona algo que nenhum outro museu convencional consegue dar: percorre-se a coberta, a bateria, o convés, os camarotes dos oficiais. A madeira tem quase 200 anos e os mastros a altura de um edifício de oito andares.

Ancorado ao lado, o submarino Barracuda fecha o roteiro com o contraste certo. Construído em 1968 e retirado de serviço em 2010 após mais de 35 mil horas em imersão, o interior claustrofóbico do submarino diz mais sobre a evolução da guerra naval do que muitos livros. Os dois juntos — a fragata de vela do século XIX e o submarino da Guerra Fria — são, por si só, razão suficiente para atravessar o rio.

Construída totalmente em madeira, a fragata D. Fernando II e Glória viajou mais de cem mil milhas náuticas, o equivalente a cinco voltas ao mundo

O desconto que vale o roteiro todo

O Montepio Associação Mutualista foi fundado em 1840 com a convicção de que as pessoas, juntas, acedem a mais e melhor do que cada uma sozinha. A parceria com a Marinha Portuguesa é uma expressão prática disso: 10% de desconto na entrada em cada um dos quatro espaços, para o Associado e para os seus familiares diretos, com apresentação do Cartão de Associado na bilheteira.

Este roteiro pode ser feito num único dia. De manhã, ficamos por Belém. A meio da tarde, Cruz Quebrada. E mais para o fim do dia, Cacilhas. Em qualquer caso, é um dia passado com o mar. O que, em Portugal, nunca é tempo perdido.

Os quatro espaços, de relance

A Comissão Cultural de Marinha gere quatro espaços abertos ao público na Grande Lisboa, todos com desconto para associados do Montepio Associação Mutualista.

Museu de Marinha | Belém, Lisboa

Cerca de 23 000 peças sobre a relação de Portugal com o mar. A não perder: as galeotas reais e a sala Gago Coutinho.

Planetário de Marinha | Belém, Lisboa

Cúpula de 25 metros, entre as maiores do mundo. Sessões para crianças e adultos. Ver a agenda antes de ir.

Aquário Vasco da Gama | Cruz Quebrada-Dafundo

Aberto todos os dias do ano, inclui a Coleção Museu Oceanográfico do Rei D. Carlos I.

Fragata D. Fernando II e Glória + Submarino Barracuda | Cacilhas, Almada

O último veleiro de guerra português e um submarino da Guerra Fria, lado a lado no Tejo.

Os associados Montepio têm 10% de desconto em todos os espaços, um benefício extensível aos seus familiares diretos. Mais informação em montepio.org

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