1. O que fazes quando uma música tua passa na rádio?
Fico contente e às vezes canto por cima. E aumento o som.
2. Qual é a tua música que o público mais gosta?
Talvez a Metáforas ou a Bleba. Acho que são as maiores.
3. Que canção compuseste em menos tempo?
Uma canção que ainda não saiu. Escrevi-a de uma rajada, numa manhã. Tinha a letra toda, tinha a música, tinha tudo. Estava ao piano, fiz uma sequência de acordes comecei a repeti-la. E as palavras começaram a vir, foi mesmo muito espontâneo. E nesse dia acabei a música.
4. Quem te deu o melhor conselho no mundo do espetáculo?
Talvez o Filipe Melo. Enviei-lhe o EP [Já Agora, de 2022] e ele deu-me um feedback muito positivo, disse que gostou muito. E comentou: “Olha, por favor, nunca comprometas a tua visão artística por ninguém. Nunca vendas a tua visão.”
5. Nas entrevistas, qual é a pergunta que mais te fazem?
Perguntam-me muito sobre a história da música Metáforas. Talvez seja essa.
6. Qual foi o primeiro álbum que compraste com o teu dinheiro?
Lembro-me de comprar o Unplugged in New York, dos Nirvana, mas não foi o primeiro. Esse não me lembro.
7. E o primeiro livro?
Foi do Miguel Torga, em segunda mão numa feira do livro.
8. Se pudesses escrever uma canção com qualquer artista do mundo, vivo ou morto, quem escolheria?
A Ella Fitzgerald. Só porque queria estar ao pé dela e gostava de pedir-lhe um autógrafo. Acho que ela ia ser bem querida.
9. E alguma canção tua que sentes que só consegues cantar com determinado estado de espírito?
Sim, há uma música que já não canto há muito tempo, que é a Caminho e Meio. Precisa de uma energia específica e não a tenho sempre.
10. Qual das suas canções representa mais a Cláudia fora dos palcos?
A Bleba espelha muito a minha personalidade.