1. Qual é a cor da qual nunca te cansas?
Azul.
2. E uma parede ou um espaço que gostavas de pintar?
Uma barragem. Acho que ainda ninguém me fez esse convite
3. Diz-me um artista que te inspire?
Gaudí. Acho extraordinária a forma como pensava os espaços, a arquitetura, os volumes. É uma referência para mim.
4. Qual a obra de que mais te orgulhas?
Talvez o Talude, pelo impacto que teve e pela dimensão do desafio. Mas gosto sempre mais da próxima.
5. Qual o objeto sem o qual não consegues trabalhar?
A pistola de pintura.
6. Qual a melhor altura do dia para criar?
Já foi a noite, hoje não. Posso ter uma ideia num café, na praia, a andar de mota. Ou acordar de madrugada e apontar qualquer coisa. Não tenho uma hora certa.
7. Há algum talento que surpreenda quem te conhece?
Costuro. O meu pai tinha uma fábrica de malas e aprendi desde miúdo a trabalhar com máquinas industriais. Fazia malas, experiências, bainhas às calças da minha mãe. Se calhar foi aí que comecei a perceber como se constrói um objeto.
8. Qual é a pergunta que gostavas que te fizessem e nunca fazem?
Essa é difícil… Nunca pensei nisso. Se calhar é sinal de que ainda continuam a surpreender-me.
9. Completa a frase: “A arte faz sentido quando…”
Ia dizer “quando é verdadeira”, mas depois pensei melhor. Nem sempre tem de ser verdadeira. Tem é de fazer sentido.
10. Diz-nos uma extravagância financeira que tenhas cometido
Era completamente obcecado pelo Michael Jordan, e pela NBA, e um dia comprei umas sapatilhas Nike Air Jordan. Juntei dinheiro durante imenso tempo para comprar aquelas sapatilhas, que custavam uma fortuna. Quando cheguei a casa, disse à minha mãe que tinham sido muito mais baratas. Até hoje acho que ela nunca soube o preço verdadeiro [risos].