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Alojamento universitário: 4 opções para o seu filho

Agora que o seu filho entrou na faculdade, é preciso ter atenção redobrada às contas da família. Escolher bem o alojamento do seu filho é fundamental.
Alojamento universitário: 4 opções para o seu filho

Neste ano académico, ajude o seu filho a tomar a melhor decisão sobre onde viver. Fique a conhecer quatro opções de alojamento universitário. Das residências estudantis ao arrendamento, passando pelas repúblicas e pelo alojamento solidário, avalie a melhor alternativa.

1. Residências de estudantes

Para famílias com dificuldades financeiras, uma das melhores alternativas de alojamento universitário é optar por uma residência de estudantes. Estes alojamentos, geridos pelas próprias universidades, apresentam preços vantajosos, sobretudo para alunos bolseiros.

Para conseguir alojamento numa residência, o processo é feito por candidatura. Para os novos estudantes, o processo só abre depois do período de inscrições e matrículas. Uma vez que as vagas são limitadas – e que a maioria das camas já está ocupada com residentes que transitam do ano anterior – a concorrência por um lugar numa residência pode ser intensa. A prioridade vai para alunos bolseiros.

Os quartos disponíveis nas residências são, na generalidade, partilhados por dois ou três estudantes. A opção de um quarto individual nem sempre existe – sobretudo para alunos de licenciatura ou mestrado integrado. É recomendável que o seu filho procure mais informações nos serviços de ação social da instituição que vai frequentar.

Tome nota: Caso o seu filho reúna as condições para pedir uma bolsa de estudo, trate de ambas as candidaturas, bolsa e residência universitária, no início do ano letivo. Lembre-se que, para obter bolsa, o rendimento anual per capita do agregado familiar deve ser igual ou inferior a 16 vezes o Indexante de Apoios Sociais (IAS), com o valor de 435,76 euros (em 2019), acrescido da propina anual a pagar.

Quanto custa morar numa residência de estudantes?

Por exemplo, a renda mensal numa das residências universitárias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa é de 73,73 euros (aluno bolseiro) ou 160 euros (aluno não bolseiro). O valor da renda inclui despesas de água, luz, Internet e uso de espaços comuns, como a cozinha. O preço é convidativo, sobretudo tendo em conta os valores médios de arrendamento de um quarto.

Residências universitárias Montepio U Live

Se pretende um alojamento de qualidade, a um preço ajustado e no centro das grandes cidades para o seu filho, tem à sua disposição as residências para estudantes MONTEPIO U LIVE. Situadas nas cidades de Lisboa, do Porto e de Évora, estas residências oferecem várias tipologias de alojamento individual ou partilhado, wifi gratuito, salas de convívio ou de estudo, cozinha, lavandaria, entre outras comodidades. As candidaturas estão abertas a qualquer estudante e os associados da Associação Mutualista Montepio (AMM) beneficiam de 10% de desconto no valor da mensalidade.

2. Arrendar um quarto ou um apartamento

Arrendar um quarto numa casa privada é a alternativa mais comum para um estudante universitário fora da sua área de residência.

Por norma, o seu filho conseguirá economizar mais se optar por arrendar um apartamento com alguns amigos (novos alunos do mesmo curso, por exemplo), dividindo o custo entre si, do que arrendando diretamente um quarto.

A Internet é um bom ponto de partida para esta análise da oferta de arrendamento. Investigue ofertas em plataformas como a EasyQuarto, a Idealista, a BQuarto, a Casa SAPO, a Imovirtual ou a start-up portuguesa Uniplaces. Esta última é direcionada especificamente para estudantes universitários e presta um serviço de verificação para cada uma das ofertas apresentadas.

Os serviços de ação social de cada universidade ou politécnico dispõem também de informação útil sobre quartos e casas para arrendar na cidade.

3. Viver numa república

Ligadas à tradição académica, as repúblicas estudantis são outra das opções tradicionais para albergar alunos universitários. Em Coimbra – onde este tipo de alojamento universitário é mais comum – existem 28 repúblicas. Reza o dito estudantil que, naquela cidade, um ano de estadia equivale a cem anos de vida. Na prática, são casas de estudantes em autogestão, com regras próprias de funcionamento onde a tradição tem muito peso (em Coimbra, por exemplo, a maioria está ligada à praxe académica, embora existam exemplos de repúblicas assumidamente anti praxe).

A nível de contas, a renda mensal numa república é reduzida (já foi meramente simbólica, mas o Novo Regime de Arrendamento Urbano de 2012 veio mudar um pouco este panorama), representando uma das opções mais económicas que pode encontrar para alojar o seu filho durante os estudos universitários.

4. Alojamento universitário solidário e a custo zero

O contacto com os serviços de ação social da universidade permite também conhecer iniciativas locais de alojamento. Em Coimbra, Évora e Santarém, três projetos sociais (respetivamente “Lado a Lado”, “Laços para a Vida” e “Quarto Crescente”) tentam dar resposta ao alojamento de alunos com carências económicas e, ao mesmo tempo, combater a solidão da população mais idosa nos bairros históricos destas cidades.

Nestes alojamentos, os estudantes podem morar, gratuitamente, em casa de idosos. Em troca, apenas têm de fazer companhia aos proprietários e prestar algum apoio nas tarefas diárias. Além de ser uma opção muito económica, esta forma de alojamento tem também benefícios sociais e pessoais. Contribui, sobretudo, para o espírito de solidariedade e entreajuda dos alunos participantes.

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