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Férias: 8 sugestões para ensinar o seu filho a poupar

As férias de verão podem ser uma oportunidade para transmitir às crianças e aos jovens princípios de poupanças e controlo de gastos.

Aproveite as férias para ensinar seu filho a poupar

1. Incentive-o a ganhar um dinheiro extra

As férias podem ser uma altura ideal para que o seu filho ganhe algum dinheiro extra – que será fundamental para gerir as despesas ao longo do ano.

Para os mais novos, sugira a realização de atividades, em casa ou junto de outros membros da família. O objetivo? Angariarem algum dinheiro extra a juntar à mesada. Negoceie um valor a atribuir a cada tarefa, que seja proporcional ao esforço. Mas assegure-se de que são, efetivamente, atividades suplementares e não obrigações diárias que a criança deve cumprir. Por exemplo, compense-o pela lavagem do seu carro, mas não aceite dar uma retribuição monetária pela arrumação do próprio quarto.  Afinal, cabe-lhe essa responsabilidade e não deve ver essa tarefa como algo que mereça um ‘prémio’ suplementar.

Para os mais crescidos, incentive-os, por exemplo, a tomar conta de primos mais novos ou dos filhos de amigos da família. Não só poderão receber dinheiro pelo trabalho desempenhado, como desenvolverão o sentido de responsabilidade. A partir dos 16 anos, um part-time de verão pode ser a opção ideal para o seu filho amealhar algum dinheiro, tendo em vista projetos ou compras especiais (tirar a carta, comprar uma mota ou um carro ou pagar a universidade, por exemplo).

2. Mostre-lhe como gerir o dinheiro poupado

As receitas extra de verão requerem um maior cuidado na gestão das finanças pessoais. Converse com o seu filho sobre a importância de poupar e ajude-o a definir um objetivo especial para as economias. Caso a poupança já seja um hábito, pode incentivar a criança ou jovem a criar uma segunda meta de poupança, desta feita de curto prazo, como uma mochila especial para o regresso às aulas. Assim, vai ensiná-lo a gerir um orçamento para diferentes tipos de objetivos, com diferentes montantes e horizontes temporais.

3. Estimule-o a criar um mealheiro

Os mealheiros são uma excelente opção para tornar ‘palpável’ a poupança junto dos mais novos. Ajude o seu filho a criar o seu próprio mealheiro personalizado ou recorra a soluções como o porquinho-mealheiro ou o mealheiro do Montepio, que só pode ser aberto num dos balcões do Banco. A criança já utiliza um mealheiro para guardar o dinheiro da mesada? Crie um segundo mealheiro para o objetivo de poupança pós-férias. Ensine-o a gerir e distribuir a mesada e ganhos extra de verão pelas duas poupanças, prevendo uma verba para possíveis despesas.

4. Ajude-o a subscrever uma solução de poupança

Já pensou em subscrever uma solução de poupança para o seu filho? Aproveite que a família está de férias, e explique-lhe, com tempo, as vantagens de ter uma solução de poupança. A Associação Mutualista Montepio, por exemplo, disponibiliza uma modalidade de aforro – Montepio Poupança Complementar –  que cresce com o seu filho, podendo ser uma ajuda para preparar a etapa da universidade, investir na primeira casa ou no primeiro automóvel. Para os mais jovens, subscrever um produto de poupança é um marco importante – e institui um maior sentido de responsabilidade na gestão do dinheiro.

5. Explique-lhe como se gere o orçamento familiar

Outra estratégia para ensinar o seu filho poupar nas férias passa por explicar-lhe como deve gerir receitas e despesas. E, para isso, nada melhor do que dar o exemplo. Junte a família e debatam, em conjunto, como planear o orçamento das férias. Peça ideias às crianças sobre como podem controlar as despesas em férias e definam um valor limite de gastos diários.

O planeamento do orçamento de férias é importante também para que o seu filho perceba a diferença entre o que é essencial e acessório. Sublinhe, por exemplo, as vantagens de comprar a comida no supermercado ao invés de fazer refeições fora. Durante as férias, pode até aproveitar para experimentarem, adultos e crianças, a confeção de novas receitas que aliem poupança e saúde. Ensinar o seu filho a poupar nas férias também pode (e deve) ter um lado divertido.

A gestão do orçamento familiar torna-se, desta forma, uma tarefa de todos e, para os mais novos, pode até ter uma componente lúdica: fazer contas e avisar os pais quando estão perto de atingir o limite diário de gastos, por exemplo. Peça ao seu filho para ser ele a gerir as pequenas transações durante as férias. Pode ficar responsável por pagar a conta no supermercado e conferir o troco, por exemplo.

6. Desafio-o para uma partida de Monopólio

As férias de verão são ainda uma boa oportunidade de passar mais tempo com o seu filho. Aproveitem o tempo livre para realizar atividades em conjunto e, no meio da brincadeira, certifique-se que ele aprende conceitos importantes de economia financeira.

Agora que os jogos de tabuleiro voltaram a estar na moda, porque não desafia o menor para uma partida de Monopólio? Este jogo permite desenvolver a gestão das finanças pessoais e como perceber o impacto de cada escolha de investimento. Além disso, é possível compreender a importância de poupar, negociar com outros jogadores e gerir embates negativos no orçamento, como impostos ou situações de emergência. Mas avise os jogadores que, ao longo da vida, dependemos mais das nossas decisões do que da sorte ou azar.

7. Incentive-o a reciclar

Para ensinar o seu filho a poupar nas férias, recorra à reciclagem de materiais e brinquedos antigos para criar novos jogos e divertimentos. Desta forma, pode transmitir ao seu filho que existem opções alternativas à compra, bastante mais económicas. Estimule-o a pensar numa nova vida para os objetos que não estão a ser usados lá em casa.

8. Peça-lhe ajuda para preparar regresso às aulas

Durante as férias, façam ainda uma pausa para pensar no regresso à escola. Esta é também uma forma de ensinar o seu filho a poupar nas férias. Com ele, explorem as diferentes ofertas e promoções de livros escolares. Desde a livraria tradicional às grandes superfícies, passando pelas livrarias online e os bancos de troca de livros. Debata com o seu filho os principais prós e contras de cada opção. E, depois, cheguem a um consenso informado sobre a melhor alternativa. Continue o hábito de comparação de ofertas para o restante material escolar.

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