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“Fazemos um balanço muito positivo desta edição do Prémio Voluntariado Jovem Montepio”

Depois de dois dias intensos de trabalho, o representante da Fundação Montepio e técnico do Gabinete de Responsabilidade Social da Associação Mutualista Montepio, Joaquim Caetano, fez um balanço muito positivo da 9.ª edição da iniciativa e abordou os desafios do próximo ano.

O que mudou na 9.ª edição do Prémio Voluntariado Jovem Montepio?

O modelo é o mesmo, mas com duas ou três nuances importantes. Primeiro, o contexto varia de comunidade para comunidade. Quando chegámos à Póvoa do Varzim, uma das grandes surpresas foi perceber que não havia um bairro social. Outro aspeto a realçar é que, este ano, contámos com duas equipas um diferentes. Fizemos questão de trazer uma equipa das regiões autónomas, neste caso dos Açores, e convidámos a ACAPO. Já no ano passado tínhamos sido inovadores com o convite à AFID [Associação Nacional de Famílias para a Integração de Pessoa Deficiente]. Pretendemos perceber como pessoas com alguma deficiência, mental ou física, reagem a este contexto e tipo de desafio. Às vezes fala-se em inclusão e não se pratica. Nós funcionamos como um laboratório: falamos e praticamos.

Este ano houve orçamento para a implementação dos projetos?

Sim. Este ano, o prémio tem um valor concreto, de 1 250 euros, para a implementação da ideia vencedora. Aliás, o projeto criado pelas equipas já tem um cronograma e um orçamento. Tudo será feito tendo em conta o cronograma apresentado pela equipa vencedora.

Tem sido fácil convencer as entidades a participarem nesta iniciativa?

Temos um excelente cartão-de-visita, que é o Montepio. São quase 200 anos de história, aliado ao facto de sermos reconhecidos nesta área de atuação. Depois, quando as entidades começam a olhar para o regulamento, ficam preocupadas e temos de as convencer a não se preocuparem, que nós estamos cá para ajudar. Temos dois tipos de ansiedade: a dos convidados e a do organizador. Nos dias do evento, fazem um trabalho fantástico.

Que feedback teve das entidades e dos tutores?

Percebemos que os tutores querem que o modelo seja este e a questão é ver como vamos evoluir agora. Tudo é possível.

Qual o balanço que faz desta edição? Foi emotivo?

Foi, bastante. Eu já tinha estado a acompanhar os projetos e todos tinham particularidades importantes. O facto de ser a ACAPO a vencer vai obrigar-nos a repensar muita coisa. Este Prémio é uma aposta ganha: promove a igualdade entre os jovens e mostra a capacidade das pessoas cegas conseguirem fazer um trabalho tão bom como o das pessoas com visão.

Ficou surpreendido com o resultado?

Confesso que não. É um projeto bem pensado, mas era indiferente a entidade que ganhasse. A nossa grande vitória foi conseguir juntar todas estas entidades. O nosso prémio é esse.

Para o ano cumpre-se a 10.ª edição da iniciativa. O que irá acontecer?

O décimo vai ter que ser marcante. Vamos avaliar e perceber o que podemos acrescentar.

Sendo a ACAPO uma associação de âmbito nacional, está em aberto o local da próxima edição?

Sim, provavelmente não faremos no Porto nem em Lisboa. Temos que falar com eles e perceber o que vamos fazer e onde. Neste momento não sei, queremos só saborear o momento. Os desafios virão .

Em relação aos projetos das restantes equipas, vê mais algum que possa ser implementado?

Temos que olhar bem para eles, porque há projetos que são exequíveis. Falar com o Instituto Madre Matilde, que organizou esta edição, e saber qual é a abertura. Percebemos que a Câmara Municipal da Póvoa do Varzim está muito envolvida. Veremos qual é a hipótese de concretizarmos todos os projetos que foram aqui apresentados. Acho que qualquer um deles é simples… na sua complexidade. E, também por isso, estou muito contente com esta edição.

 

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