Fazer compras na Black Friday, que acontece um dia após o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, no final de novembro, parece irresistível: redução de preços que podem chegar aos 80% em telemóveis, televisões e outros artigos eletrónicos, em roupa, acessórios de beleza e até em brinquedos e produtos para o lar. Mas atenção. Com tanta oferta, é difícil avaliar se estamos, realmente, a fazer um bom negócio. Estas sete dicas vão ajudá-lo a decidir entre uma boa promoção na Black Friday e uma compra cara e desnecessária.

1. Monitorize os preços com antecedência

Se sabe que produto quer comprar durante a Black Friday, comece a monitorizar o preço desse artigo, pelo menos, um mês antes. Verifique se existe oscilação de preços e decida se vale mesmo a pena comprá-lo. Muitos dos produtos que encontrará em desconto durante este dia terão, noutras épocas do ano, preços mais baixos.

A lei ajuda nesta verificação. O desconto anunciado tem de ser calculado sobre o preço mais baixo a que o produto foi vendido nos 30 dias anteriores à redução, e esse preço tem de estar visível na etiqueta ou no site. Se uma loja subir o preço em outubro para anunciar um desconto maior em novembro, está a infringir a lei. Os comparadores de preços online, que guardam o histórico de cada artigo, são uma forma simples de confirmar.

2. Não compre por impulso na Black Friday

Faça uma lista do que realmente lhe faz falta e estipule um orçamento. Entrar numa loja ou num site durante a Black Friday é um apelo ao consumo. Não deixe que as marcas consigam entrar na sua cabeça.

3. Desconfie dos preços muito baixos na Black Friday

Existem produtos que, durante a Black Friday, se encontram a preços invulgarmente baixos. Desconfie destes produtos. Pode tratar-se de artigos recondicionados, de exposição ou com pequenos defeitos: confirme se a loja o indica. Em qualquer caso, um artigo em promoção mantém a garantia legal de três anos, a mesma de um artigo com preço normal.

4. Leia as letras pequenas

Antes de comprar um produto informe-se sobre a política de trocas e devoluções. As lojas físicas não são obrigadas a aceitar a troca ou a devolução de um produto sem defeito, ainda que muitos comerciantes o façam por cortesia ou para fidelizar clientes. Assim, pense bem antes de comprar uma peça de vestuário na Black Friday ou tire as medidas à sua sala para garantir que a televisão cabe na parede.

Ainda que a isso não sejam obrigadas, as lojas concedem normalmente entre 15 a 30 dias para a troca ou devolução de artigos. O produto tem de estar no mesmo estado de compra. Existem ainda outras particularidades nas políticas de trocas das lojas, por isso leia as letras pequenas antes de comprar. Deve guardar, sempre, o talão de compra.

Nas compras online, a regra é diferente: tem 14 dias, a contar da receção do artigo, para desistir da compra sem dar qualquer justificação, mesmo que o produto não tenha defeito.

 

 

5. Atenção aos produtos descontinuados

Nesta altura do ano, as marcas preparam já as vendas de Natal e aproveitam a Black Friday para libertarem produtos com menos sucesso ou prestes a serem descontinuados. Tenha atenção redobrada a tudo o que compra, sobretudo artigos de tecnologia ou eletrodomésticos.

6. Black Friday: cuidado com as compras online

A Black Friday é um dos principais dias do ano para comprar online. Com o aumento do número de transações aumentam também as situações de fraude. Os criminosos utilizam e-mails e anúncios falsos em redes sociais ou pesquisas no Google para chamar a atenção do consumidor, através de grandes descontos. Muitos consumidores são atraídos para sites falsos, disponibilizando informação pessoal e dados de cartões de crédito, entre outros, que serão indevidamente utilizados. Se vai efetuar compras online, evite colocar os seus dados pessoais em redes públicas de wi-fi ou responder a e-mails de origem duvidosa.

Desconfie de sites sem morada, contacto ou número de contribuinte do vendedor, com erros ortográficos ou que só aceitem pagamento por transferência bancária. Sempre que possível, pague com um cartão virtual ou temporário, que limita os danos se os dados forem copiados.

7. Faça as contas ao custo total da compra

Se já decidiu fazer uma compra online, repare bem no custo total da encomenda. A maioria das lojas cobra despesas de envio, que variam consoante o tamanho e o peso dos produtos adquiridos. Estas despesas podem fazer com que o custo total da compra tenha valores muito próximos, ou até superiores, ao preço original do artigo.

Nas encomendas de lojas de fora da União Europeia, há ainda um custo novo: desde 1 de julho de 2026, as encomendas até 150 euros pagam uma taxa aduaneira de 3 euros por cada categoria de produto. Uma encomenda com roupa e um relógio, por exemplo, paga duas vezes. A taxa é cobrada ao vendedor, mas tende a refletir-se no preço final.