Saiba como fazer um orçamento familiar em 5 passos

Se ainda não tem um orçamento, explicamos-lhe o que é, para que serve e como preparar o seu, de modo simples e eficaz.
Artigo atualizado a 28-12-2020

Controlar as receitas e as despesas, fixas e variáveis, através da elaboração de um orçamento familiar, mensal e anual, é a regra número um da poupança. Só assim saberá quanto ganha, quanto gasta e quanto consegue poupar por mês, além de identificar as rubricas com maior margem para reduzir os custos.

Um orçamento familiar é o planeamento do dinheiro que se recebe e da forma como é gasto. Como o dinheiro é um recurso limitado, é necessário planear bem a sua utilização. Sem um orçamento é difícil planear a poupança e definir objetivos para o futuro.

O orçamento é uma ferramenta essencial para gerir as finanças da família, todos os meses, e são necessários apenas cinco passos na sua preparação. Saiba quais são e mantenha-se financeiramente saudável.

Como fazer o orçamento familiar

1. Reúna a família

Comece com uma reunião em família, incluindo os seus filhos. É mais fácil definir objetivos, para reduzir custos e poupar, e depois cumpri-los.

2. Registe e faça o somatório das receitas

Um orçamento começa pelo lado positivo, ou seja, pelas entradas de dinheiro. Separe as receitas entre fixas – como salário, pensões e rendas – ou variáveis – como trabalho extra, prémios ou retornos de investimentos.

O objetivo de anotar todas as receitas ao longo de um mês, por exemplo, é ser possível fazer uma estimativa do dinheiro que estará disponível nos meses seguintes.

Pode fazer este registo num caderno ou bloco de notas, numa folha de cálculo de Excel ou com recurso a outro software mais sofisticado. Existem programas e aplicações criadas para o efeito.

3. Registe e faça o somatório das despesas

As despesas são o lado negativo do orçamento, correspondente aos gastos mensais da sua família. Anote todas as despesas, separando-as em fixas – como a prestação da casa, os transportes e as contas da água, da luz e do gás – e variáveis – como a alimentação, o vestuário e o lazer. É fundamental ter consciência do montante total dos gastos.

Essencial ou supérfluo?
Em todas as despesas que for tendo, avalie sempre se se trata de uma necessidade real (despesa essencial) ou um desejo supérfluo. Os gastos com alimentação e com as contas da casa são uma necessidade. Já uma televisão nova, por exemplo, é um desejo.

4. Faça as contas

Subtraia as despesas às receitas. No final, o saldo deve ser positivo, ou seja, é importante que as receitas sejam superiores às despesas. Se lhe sobrar dinheiro poderá reforçar a poupança da família.

Já se o saldo for negativo deve fazer ajustes ao orçamento familiar. Comece por reduzir as despesas variáveis até que as receitas sejam suficientes para cobrir, pelo menos, todos os gastos.

5. Defina objetivos e cumpra-os

Estabeleça objetivos de poupança. O ideal é que poupe 10% do rendimento do agregado familiar mensal. Defina também uma meta de redução das suas despesas, caso seja necessário para equilibrar o saldo receitas/despesas ou queira aumentar o aforro.

O último passo, e o mais difícil, é cumprir os objetivos do orçamento até ao final do mês.

Nota final

Um orçamento familiar não é, no essencial, muito diferente do orçamento de um país ou de uma empresa. Salvo as diferenças de dimensão, tudo se resume a projetar as receitas e os encargos num dado período de tempo para conseguir uma navegação financeira rigorosa.

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