Regra das 72 horas: o truque que evita compras impulsivas

Já fez alguma compra e arrependeu-se? Não está sozinho. Em muitas situações, as pessoas fazem compras impulsivas com base na emoção e não na lógica. Portanto, quando estão perante um momento de tentação, é comum optarem pelo caminho errado. Mas há um truque para evitar as ratoeiras do cérebro.
Artigo atualizado a 22-06-2021
Regra das 72 horas

Nos dias que correm, existem demasiados estímulos ao consumo, que podem levar a aquisições desnecessárias e arrependimentos posteriores. Para não cair nesta armadilha, crie uma regra de 72 horas (três dias) entre o estímulo da compra (porque viu na app, na newsletter, numa rede social ou num anúncio) e a resposta, ou seja, a aquisição desse item.

O raciocínio por detrás desta regra, explicada por Carl Richards no livro “The Behaviour Gap”, é simples. Segundo o autor, quase todos os conselhos de finanças pessoais focam-se em controlar o estímulo da compra ou a resposta ao mesmo. Por um lado, aconselham o afastamento das redes sociais ou remoção da subscrição de newsletters para evitar as tentações. Por outro, incentivam a controlar a resposta a esse estímulo, ou seja, escrutinar todos os gastos, através de mecanismos que fazem com que se sinta mal a comprar.

Estes conselhos, embora válidos, são demasiado racionais para uma ação que, em muitos casos, é mais emotiva e pode causar sofrimento. Mas há uma alternativa que evita que se sinta mal a gastar dinheiro. Segundo o especialista, entre o estímulo e a resposta, há um espaço a preencher. Nesse espaço, em que inseriu a regra das 72 horas, reside o poder da decisão: comprar ou não comprar?

Como funciona a regra das 72 horas?

Quando está a fazer scroll down nas redes sociais e se depara com um artigo de tecnologia, uma peça de roupa ou uma experiência que enche o seu olho, mas potencialmente esvazia a sua carteira, experimente o seguinte:

  1. Pare. Não avance imediatamente para a compra. Em alternativa, faça uma lista com esse e outros itens que deseja comprar ou guarde nos favoritos da app ou loja online.
  2. Espere. Aguarde 72 horas (três dias) e, durante esse período, reflita se precisa realmente do item em questão. Equacione o que poderia fazer com o dinheiro que vai gastar na compra e descubra se já tem algo semelhante.
  3. Reavalie. Passadas essas 72 horas, continua a querer fazer a compra ou esse ímpeto acalmou? Se a vontade ou necessidade se mantém, a compra é ponderada e não afeta o seu orçamento familiar, avance. Mas se continua sem certezas, ou se, por exemplo, tem de recorrer a crédito, equacione não fazer a aquisição. Valerá mesmo a pena?

Conclusão

Ao fazer este exercício e refletir sobre a compra, muda a tomada de decisão da parte emocional do cérebro para o lado lógico. No fundo, dá ao seu cérebro tempo para reconhecer a diferença entre o que quer e o que realmente precisa. Um pequeno gesto que pode fazer a diferença no seu orçamento familiar.

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