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Prémio Voluntariado Jovem Montepio: “O importante é juntar todos no mesmo espaço”

Como é a experiência de participar no Prémio Voluntariado Jovem Montepio? O que se aprende para a vida? As vencedoras da oitava edição desta iniciativa da Fundação Montepio explicam tudo.

A equipa vencedora do Prémio Voluntariado Jovem Montepio, liderada pelo Instituto Madre Matilde, da Póvoa de Varzim, lutou para chegar a consensos e trabalhou para ver o mundo pelos olhos dos outros. Em entrevista ao Ei, Ana Margarida Alves, do Instituto Madre Matilde, e Mariana Silva, da Associação de Proteção à Infância Bispo António Barroso, que fizeram parte da equipa Safira, contaram os principais desafios da equipa.

Falem-nos do vosso projeto que venceu a 8.ª edição do Prémio Voluntariado Jovem Montepio

Mariana Silva: Por vezes acontece que as necessidades que avaliamos não são as mesmas das da comunidade. Nós fizemos questão de seguir aquilo que as pessoas com quem falámos pediram: remodelar o campo de futebol e utilizá-lo para realizar outras atividades, envolvendo todas as gerações. Ou seja, que o campo sirva não só para os jovens, ou para as crianças, mas também para os idosos. Um espaço onde se sintam em segurança, que é algo que não existe neste bairro. O que faz falta a esta comunidade, entre muitas outras coisas, é um local onde se possam juntar todos, independentemente da idade.

Foi interessante conversarem com as pessoas e perceberem as suas necessidades?

Mariana Silva: Foi muito interessante, sim. Mas foi também um bocadinho complicado. Tenho 17 anos e não estou habituada a este tipo de situações. A forma de comunicar e criar empatia, de nos pormos no lugar do outro, foi um desafio.

Ana Margarida Alves: Foi importante colocarmo-nos no lugar do outro para conseguirmos perceber o que as pessoas sentem, termos uma melhor perspetiva do que precisam e aquilo em que podemos ajudar.

Como foi trabalhar em equipa?

Ana Margarida Alves: Foi muito bom. Mas cada um tinha as suas ideias e, ao início, foi um pouco complicado chegar a conclusões. Hoje de manhã demos uma reviravolta, mudámos o projeto, criámos uma encenação e no fim chegámos aqui e conseguimos.

Mariana Silva: A nossa equipa era constituída por pessoas muito diferentes. Embora tenha um certo à-vontade em falar em público, havia outros que não tinham. Na pequena formação que tive antes do evento acontecer foi-me solicitado que “puxasse” por eles e foi isso que tentei fazer. No fundo, puxámos uns pelos outros. Se o que estava em causa era ajudar as pessoas, tínhamos de chegar a um consenso. Juntámos todas as ideias, porque só assim sai um resultado bom. Se não houver espírito de equipa não há projeto.

O que é que representou para vocês participarem no evento e fazerem parte da equipa vencedora?

Ana Margarida Alves: Ajudou-me muito. Ajudou-me a perceber aquilo que a comunidade necessitava. A não prestar tanta atenção a nós próprias, mas às necessidades do outro. Ajudou-me a desenvolver competências no trabalho de grupo. Aprendi muitas coisas novas e foi divertido. A vitória significa muito e vai ficar na memória. Não estávamos à espera e vai ajudar a comprar coisas para a instituição.

Mariana Silva: O mais importante não é ganhar, é participar, conviver, conhecer gente nova, com estilos de vida muito diferentes. Faço um balanço muito positivo do Prémio Montepio Voluntariado Jovem, foi um prazer muito grande.

O que querem ser quando entrarem no mundo profissional?

Ana Margarida Alves: Quero ser veterinária.

Mariana Silva: Ainda tenho dúvidas. No ano passado diria Educadora de Infância, mas depois de participar no Prémio Montepio Voluntariado Jovem, e é a segunda vez que o faço, e de fazer as formações, entendo que aquilo que me faz bem, e aquilo para que tenho jeito, é para ajudar comunidades. É isto que quero para a minha vida.

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