Outubro 2, 2026
Prémio Envelhecimento Ativo distingue vidas inspiradoras
O Auditório António da Costa Leal, na sede do Montepio Associação Mutualista, acolheu ontem a cerimónia de entrega da 15ª edição do Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro, iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP), com o apoio da Fundação Montepio e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A edição de 2026 assumiu um significado particular por coincidir com o Dia Internacional das Pessoas Idosas, assinalado este ano sob o tema das Nações Unidas “A Era da Longevidade: Repensar os Sistemas para Vidas Mais Longas”, que convida à reflexão sobre os desafios e oportunidades associados ao aumento da esperança de vida e à construção de sociedades mais inclusivas para todas as gerações.
Instituído pela APP, em 2012, o Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro é uma distinção pioneira e única em Portugal, que reconhece cidadãos com mais de 80 anos e cujo percurso constitui exemplo de participação ativa e de serviço à comunidade.
A iniciativa pretende combater os estereótipos associados à idade e ao envelhecimento, valorizando o contributo das pessoas mais velhas para a sociedade.
A sessão de abertura esteve a cargo de Virgílio Boavista Lima, presidente da Fundação Montepio e do Grupo Montepio, que destacou a importância de continuar a reconhecer o papel das pessoas mais velhas na vida coletiva. Na sua intervenção, salientou que a Fundação Montepio partilha, desde a primeira edição desta iniciativa, a visão de que “o envelhecimento deve ser encarado não apenas como uma realidade demográfica, mas como uma oportunidade para reconhecermos a experiência, o conhecimento, a capacidade de participação e o contributo das pessoas mais velhas”. Defendendo uma visão positiva da longevidade, afirmou que “a longevidade não deve significar distanciamento. Deve significar proximidade”, acrescentando que essa proximidade se traduz na possibilidade de continuar a aprender e a ensinar, a criar, a participar, a cuidar, a intervir e a inspirar, independentemente da idade.
A cerimónia foi apresentada por Maria João Quintela, presidente da APP, seguindo-se a apresentação das personalidades distinguidas, a entrega dos diplomas e dos prémios e as intervenções dos galardoados.
No encerramento da sessão, Clara Marques Mendes, secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, destacou o legado de Maria Raquel Ribeiro, figura de referência na área da Segurança Social e pioneira na introdução e desenvolvimento de políticas e estratégias relacionadas com o envelhecimento em Portugal.
A governante reconheceu que “há ainda muito trabalho a fazer nesta matéria”, defendendo a importância de políticas transversais ao longo de todo o ciclo de vida e da promoção de hábitos saudáveis desde os primeiros anos. Nesse contexto, salientou a necessidade de uma abordagem integrada, envolvendo áreas como a saúde, a habitação, o desporto e todas as políticas públicas com impacto na qualidade de vida.
Referindo-se aos desafios colocados pelo envelhecimento da população, Clara Marques Mendes sublinhou ainda que Portugal “é para todos” e garantiu que o Governo continuará a honrar o legado de Maria Raquel Ribeiro.
Na edição de 2026 foram distinguidos:
- Intervenção Social: Francisco Luís Sarsfield Pereira Cabral;
- Arte e Espetáculo: Maria Gertrudes de Oliveira Amaro;
- Ciência e Investigação: José Nuno Godinho Mendes Gil;
- Política e Cidadania: Conceição Matos e Domingos Abrantes;
- Ética e Saúde: Maria Teresa Figueiredo Osório de Mesquita Montes;
- Família e Comunidade: Alberto Cruz Reaes Pinto.
Ao longo de 15 edições, o Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro tem distinguido personalidades cujos percursos constituem exemplos de cidadania, dedicação à comunidade e participação ativa.
A iniciativa continua a afirmar-se como uma referência na valorização do envelhecimento ativo em Portugal, promovendo uma visão da longevidade assente na dignidade, na inclusão e no reconhecimento do contributo das pessoas mais velhas para a sociedade.