Poupar para a reforma é uma maratona. Uma corrida em que a procrastinação nos entorpece as pernas. Mas há estratégias que ajudam a preparar este momento sem perder a qualidade de vida atual e futura.
Sente que ainda falta muito tempo para se preocupar com a reforma? É normal. Afinal, o futuro parece sempre distante. Mas poupar para os anos de aposentação é uma prioridade que não deve ignorar. Explicamos-lhe porquê.
7 etapas para chegar em forma à meta
- Mente preparada. Como ensinar a cabeça a poupar e vencer as oito barreiras mentais que travam a poupança.
- Tiro de partida. Qual a idade certa para começar? O que muda quando se começa a poupar aos 30, aos 40 ou aos 60 anos.
- Plano de treinos. De calculadora no ginásio da poupança: quanto precisa de juntar para a reforma que ambiciona.
- Pequenos grandes sprints. Soluções para rentabilizar a poupança, de acordo com o risco e o tempo que falta.
- As regras do jogo. Qual a melhor altura para se aposentar? Idade legal, reforma antecipada e bonificações.
- Chegada à vista. Os erros a evitar perto da meta, do resgate antecipado do PPR aos novos créditos.
- Lesões? Nem vê-las! Os principais desafios financeiros da reforma: saúde,habitação e apoio à família.
O mais cedo possível, de preferência assim que começa a trabalhar. Com mais tempo, o esforço mensal é menor e há mais margem para assumir riscos.
Muitos especialistas defendem que um reformado precisa de, pelo menos, dois terços do rendimento que tinha quando trabalhava. Quem recebe um salário líquido de 1 500€ deve garantir, no mínimo, 1 000€ por mês, somando a pensão e a poupança.
Sim, a partir dos 60 anos e com pelo menos 40 anos de descontos. Nesse caso, a pensão sofre duas penalizações: 0,5% por cada mês de antecipação e o fator de sustentabilidade, que é atualizado todos os anos. Há regimes sem penalização, por exemplo, para carreiras muito longas e profissões de desgaste rápido.
É um método para a poupança durar toda a reforma: no primeiro ano, gasta 4% do total poupado e deixa o resto aplicado, ajustando os levantamentos dos anos seguintes à inflação.
Os especialistas recomendam planear a poupança para cerca de 30 anos. Em Portugal, a esperança média de vida depois da idade da reforma ronda os 20 anos, mas é prudente contar com um prazo mais longo.