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“O Prémio Voluntariado Jovem Montepio é um projeto único em Portugal”

Em entrevista ao Ei, Paula Guimarães revela as principais novidades da 7.ª edição do Prémio Voluntariado Jovem Montepio, cujo vencedor será conhecido no próximo dia 20 de janeiro. Saiba o que mudou neste prémio.

Nas vésperas da fase final da 7.ª edição do Prémio Voluntariado Jovem Montepio, Paula Guimarães faz uma avaliação muito positiva do novo modelo desta iniciativa da Fundação Montepio, com foco na criação de projetos de base territorial: “Todos saímos a ganhar: os jovens, as entidades, os moradores e o Montepio, que mais uma vez marca a diferença na sociedade portuguesa”.

O Prémio Voluntariado Jovem Montepio tem um novo figurino. Qual é a grande novidade?

Existem algumas inovações relativamente às edições anteriores, nomeadamente:

  • Inserir o Prémio Voluntariado Jovem Montepio, no contexto mais alargado do Programa de Voluntariado Corporativo do Grupo Montepio, o que implica um benefício direto de toda a notoriedade que este goza, inclusive com a atribuição do Selo de Excelência em Gestão de Voluntariado, que obtivemos no ano passado;
  • Focar o Prémio Voluntariado Jovem Montepio numa comunidade, pedindo aos jovens que criem projetos específicos para a comunidade selecionada e desafiando entidades parceiras do Montepio, na área do voluntariado, para integrarem essas equipas de trabalho. Uma particularidade interessante é a capacidade de mobilização do Montepio trazendo jovens de outras regiões geográficas para trabalharem numa comunidade especifica;
  • Potenciar a replicação da iniciativa em qualquer região de Portugal Continental e/ou Regiões Autónomas;
  • E por ultimo, mas não menos importante, o facto do Prémio Voluntariado Jovem Montepio ser um projeto único em Portugal, que não só promove o voluntariado como permite a sua real efetivação num território.

Esta edição tem uma vertente mais prática. O objetivo é incutir aos jovens a ideia que eles podem, sozinhos, desenvolver benefícios reais para uma comunidade?

Sim, pretende-se disponibilizar um conjunto de ferramentas aos jovens, de modo a que estes possam replicar esses conhecimentos nas suas zonas de intervenção geográficas. No fundo estamos a capacitar os jovens para uma intervenção direta nas suas comunidades e este fator para o Montepio é fundamental: a Capacitação.

O que espera que as equipas participantes tenham desenvolvido nestes dois meses (entre apresentação do prémio e a 2.ª fase)? Por outras palavras: como é que este “trabalho de casa” as poderá ajudar na 2.ª fase?

Ao longo dos últimos 2 meses foram lançados 6 desafios com o objetivo de os jovens terem um conhecimento mais concreto do bairro onde irão estar nos próximos dias 19 e 20 de janeiro.

Pretendemos que os jovens se sintam mais identificados com um território com o qual nada têm a ver, sem referencias de vida. Não podemos esquecer que esses jovens vêm de Guimarães, Porto e Faro, alguns nunca estiveram sequer em Lisboa, portanto, a experiencia de vida é completamente diferente.

Principais espaços do bairro, o tipo de pessoas que habitam o bairro e o modo como o bairro vive, são elementos fundamentais para a apresentação de projetos que possam ser benéficos para o próprio bairro e esses desafios passaram muito por este tipo de informação e pesquisa.

No sábado será escolhido o vencedor da 7.ª edição do Prémio Voluntariado Jovem. Quais serão os critérios de atribuição do prémio?

São 6 os critérios de avaliação do Júri:

1 – Relevância/prioridade da ação, face à avaliação de necessidade do território;
2 – Ausência/ Insuficiência de respostas /Projetos locais;
3 – Gestão participativa e coletiva, incentivando o envolvimento dos beneficiários no processo;
4 – Relação Custo-benefício;
5 – Existência de parceria numa lógica de complementaridade de recursos e saberes;
6 – Potencial de continuidade / sustentabilidade da ação.

Durante dois dias, quatro equipas lutarão pelo prémio. Que provas e desafios lhes estão reservados?

No primeiro dia as equipas das organizações convidadas serão desafiadas a construir um diagnóstico coletivo a partir da observação e análise da realidade local do território de intervenção, apoiando-se em ferramentas/metodologias de diagnóstico devidamente compreendidas em contexto de formação.

O segundo dia será dedicado à construção de projeto, que deverá resultar do trabalho de diagnóstico feito em equipa, responder a um problema/oportunidade claramente identificado e apoiar-se em ferramentas de análise e construção de projeto.

Durante os dois dias de trabalho, as equipas serão orientadas por um mentor, que apoiará os jovens na construção do projeto e na apresentação do mesmo.

No final do encontro, as equipas apresentarão os seus projetos perante um júri, que escolherá a proposta vencedora.

O projeto vencedor poderá ser posteriormente implementado no território com o apoio das organizações locais e do Montepio.

Qual é o prémio para a equipa vencedora?

Um prémio de 1 500 euros para a entidade vencedora e a possibilidade da realização da edição seguinte no seu território.

Que balanço faz destes sete anos de Prémio Voluntariado Jovem Montepio?

Pelas suas características desde o seu lançamento em 2011, tendo como vencedor uma entidade pouco conhecida como era a Refood que passado pouco tempo com o apoio do Montepio, criou uma notoriedade muito significativa, este prémio tem atingido sempre os objetivos definidos, no entanto, com este modelo queríamos ir mais além, gostávamos que os jovens tivessem uma experiência mais prática e penso que isso foi conseguido com este novo modelo.

O que podemos esperar da edição de 2018?

Por vezes não temos a noção da importância que este projeto tem ou pode vir a ter na sociedade portuguesa e no conjunto de entidades alinhadas num objetivo único: trabalhar para a comunidade (qualquer que ela seja).

Quando iniciámos este processo éramos cerca de 21 pessoas. Terminado o processo percebemos que envolvemos diretamente cerca de 52 pessoas, isto é, quase que triplicámos o número de pessoas envolvidas, desde Colegas do Montepio, passando pelas entidades parceiras e até moradores do próprio bairro. É fantástica a capacidade de mobilização que este projeto consegue alcançar. Estamos a falar só de pessoas ligadas de forma direta ao projeto, por isso é importante conseguir projetar esta ideia para todas as pessoas que de forma indireta vão ou podem estar em contacto com o projeto, como por exemplo: o portal Ei do Montepio, somando com os meios de comunicação das entidades parceiras (ADM Estrela, K’Cidade, Junta de Freguesia de Campolide e restantes parceiros da ação), sem contar com o impacto que causa em todos os moradores do bairro que são alguns milhares. Este projeto tem na sua essência um fator de multiplicação das pessoas envolvidas.

Todos saímos a ganhar:

  • Os jovens porque são confrontados com uma experiencia enriquecedora do ponto de vista de trabalho e de relação com outras entidades e outros jovens;
  • As entidades convidadas porque têm a possibilidade de conhecerem outras realidades e ensinamentos que podem ser aplicados nas áreas de intervenção social das comunidades onde estão inseridas;
  • Os moradores porque vão sair beneficiados com os projetos apresentados;
  • E o Montepio que mais uma vez marca a diferença na sociedade portuguesa com um projeto desta envergadura.

Gostávamos de contar para a edição de 2018 com um conjunto de equipas de trabalho com o mesmo espirito, empenho e envolvência deste grupo que foi excecional, até em camaradagem.

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