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6 ideias para investir bem o reembolso do IRS

Ainda não pensou que destino vai dar ao imposto que o Estado lhe devolveu?

Há famílias que contam com o reembolso do IRS para pagar despesas periódicas, como as férias, o IMI, o seguro do carro ou os livros escolares. Outras, usam este dinheiro extra para equilibrar o orçamento familiar ou acautelar o futuro. Independentemente do montante que recebeu, deve utilizá-lo a seu favor. O Ei sugere-lhe seis alternativas para aplicar o seu reembolso.

O reembolso do IRS pode ser utilizado para pagar despesas, saldar créditos ou reforçar a poupança.

Reembolso do IRS: O que fazer?

1. Saldar dívidas

Em primeiro lugar, aproveite para liquidar créditos, se os tiver. O seu orçamento familiar agradece. Se o valor do reembolso do IRS for insuficiente para saldar todas as dívidas, dê prioridade às que estão associadas a taxas de juro mais elevadas, como é o caso do cartão de crédito e do crédito pessoal.

2. Criar um fundo de emergência

Se ainda não tem um fundo de emergência, este pode ser um destino adequado para o seu reembolso do IRS – ou parte dele. O objetivo é estar preparado para fazer face a imprevistos como uma situação de desemprego, uma despesa médica avultada, uma reparação grave no carro ou em casa, entre outros cenários.

Que quantia deve colocar de parte?

De acordo com os especialistas em finanças pessoais, o fundo de emergência deve ser equivalente a pelo menos seis salários e permitir cobrir as suas despesas habituais durante um semestre num cenário de perda inesperada da sua fonte de rendimentos.

Onde colocar o dinheiro?

Não basta ter de lado uma quantia para enfrentar momentos de aperto financeiro. Se guardar o dinheiro em casa – num cofre, por exemplo – dentro de algum tempo valerá menos. Porquê? Devido ao efeito da inflação (subida generalizada dos preços). Para evitar a delapidação do seu fundo de emergência, deve aplicá-lo num produto de poupança com risco reduzido e que tenha uma taxa de juro superior à inflação. Além da rentabilidade, há outro aspeto importante a considerar. A aplicação que escolher deve ter uma elevada liquidez, ou seja, deve ser fácil de resgatar.

3. Começar uma poupança

Se não tem dívidas, deve canalizar o dinheiro recebido para a poupança, quer seja para começar a constituir um “pé-de-meia” ou reforçar um aforro já existente. Os motivos são muitos: assegurar o futuro dos filhos, preparar a reforma, fazer uma viagem, comprar um carro novo, etc. Eis algumas propostas de poupança:

  • Depósito a prazo, solução mutualista e produto para a reforma

    Se privilegia a segurança do seu dinheiro, pode escolher um depósito a prazo. Este é, sem dúvida, o instrumento financeiro que comporta menos risco. Se o banco falir, o pior cenário, os depósitos até 100 000 euros por titular estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Tem, no entanto, a desvantagem de proporcionar uma remuneração pouco atrativa. A maioria dos depósitos paga uma taxa muito abaixo da inflação. Há que contar ainda com as comissões de manutenção de conta, que lhe podem “comer” o já parco retorno.

    Poupe à sua medida

    Com a solução mutualista Capital Certo pode começar a poupar em qualquer idade e com apenas 150 euros.

    Caso pretenda valorizar mais a sua poupança, as soluções mutualistas podem ser uma boa opção. Estes produtos estão garantidos pelo ativo da Associação Mutualista Montepio.

    Tem ainda outra possibilidade: subscrever soluções para a reforma e beneficiar das vantagens fiscais associadas. Além disso, pode optar por comprar certificados de aforro ou do Tesouro.

  • Fundos de investimento

    Se está disposto a subir o risco para ganhar mais, pode apostar em fundos de investimento – de ações, obrigações, mistos, flexíveis, entre outros. Nesse caso, esteja atento aos relatórios da APFIPP – Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios, nomeadamente os que apresentam os Fundos de Investimento Mobiliário Nacionais com as melhores rentabilidades.

  • Ações

    Assume-se como um investidor com um perfil de risco audaz e tem tempo para deixar o dinheiro crescer? Nesse caso, pode aplicar uma parte do reembolso do IRS em ações. Mas atenção, investir diretamente no mercado acionista é uma solução arriscada: não há garantia de capital nem de rentabilidade. Em contrapartida, tem associado um maior potencial de ganhos.

    Se quiser investir na bolsa não se esqueça da regra da diversificação. Inclua na sua carteira títulos de setores e países diferentes. Desta forma, minimizará o risco.

4. Reforçar o orçamento para as férias

Se não tem dívidas, já possui um fundo de emergência e a poupança está bem encaminhada, aproveite o reembolso do IRS para as férias. Desfrutar de uns dias numa praia paradisíaca com a família, por exemplo, poderá ser um bom destino a dar à devolução do seu imposto.

5. Investir na casa

A sua casa é amiga do ambiente e da sua carteira? A pensar em poupanças futuras, aplique algum dinheiro do reembolso do IRS na compra de eletrodomésticos energeticamente mais eficientes, por exemplo.

Pensa vender a sua casa? Faça-lhe um upgrade antes de a colocar à venda. Encaminhe o montante que recebeu do Estado para alguma reparação ou obra que possa valorizar o imóvel e facilitar a sua transação.

6. Aumentar competências e conhecimentos

Utilize o reembolso do IRS para pagar uma pós-graduação, um mestrado ou um doutoramento que o valorize profissionalmente. Em alternativa, pode fazer um curso de línguas. Falar bem um idioma estrangeiro ou vários é também uma mais-valia num curriculum.

Em síntese

Em primeiro lugar deve utilizar o reembolso do IRS para colocar as contas em ordem e reforçar a sua tranquilidade financeira. Só depois deve pensar noutras opções.

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