Como é que rentabilizo as minhas poupanças?

Se tem algum dinheiro junto, parabéns! Cumpriu uma das regras de ouro para uma boa gestão das finanças pessoais. No entanto, isso não chega para concretizar alguns objetivos na vida ou garantir um futuro desafogado.
Artigo atualizado a 15-09-2020

O dinheiro parado perde valor com o passar do tempo. Por isso, é necessário pô-lo a render. Mas antes de decidir onde investir as poupanças que tem guardadas numa conta ou num cofre em casa, há fatores que deve ter em consideração para conseguir o máximo retorno possível.

3 coisas que deve saber para investir as suas poupanças

1. Inflação

Este é o maior inimigo do seu dinheiro. A inflação é o aumento generalizado e persistente dos preços dos bens e serviços e resulta numa diminuição do poder de compra. Por exemplo, quando se diz que a inflação anual atingiu 2%, isso significa que, no período de um ano, os bens e serviços ficaram 2% mais caros. Ou seja, com o mesmo dinheiro, passa-se a consumir menos. Por outras palavras, por via da inflação, o dinheiro perde valor em termos reais. É isto que acontece às poupanças que estão simplesmente guardadas. Se é o seu caso, cuidado! Pode estar a perder muito dinheiro sem saber.

Exemplificando, digamos que tem 20 000 euros parados numa conta bancária durante 10 anos. Se os preços crescerem a um ritmo de 2% ao ano, no final desse período, continuará a ter no banco os mesmo 20 000 euros, mas, em termos reais, estes valerão apenas 16 341,44 euros. Os restantes 3 658,56 euros foram perdidos com a inflação.

Ideia a reter: para preservar as suas poupanças estas devem crescer, pelo menos, ao ritmo da inflação. A seguir mostramos como rentabilizar o seu pé-de-meia.

2. Juros

Ao contrário da inflação, os juros são o maior aliado das suas poupanças. Explicando de uma forma simplificada, os juros são o ganho que se obtém pela aplicação de dinheiro em produtos financeiros. Em regra, quanto maior for o montante investido e o tempo de permanência, mais elevados são os juros. Há ainda outra variável que tem influência nos juros: o risco. Maior risco é sinónimo de juros mais altos.

Para calcular os juros, multiplica-se uma taxa pela quantia aplicada. Por exemplo, num investimento de 10 000 euros com uma taxa de juro anual de 2%, os juros correspondem a 200 euros (10 000 euros x 2% = 200 euros).

Há juros… e juros

Existem dois tipos de juros: simples e compostos. Os juros simples são gerados apenas pelo capital inicial e são iguais em todos os períodos do investimento. Pegando no exemplo acima, se os 10 000 euros forem aplicados numa solução com juros simples, no final de cada ano, esse investimento gerará 200 euros em juros.

Já os juros compostos resultam da incorporação dos juros no capital e crescem ao longo do tempo. São, por isso, mais atrativos. Neste caso, os juros produzidos no final de um período são adicionados ao capital, formando um novo capital, que, por sua vez, vai originar os novos juros do período seguinte. Obtêm-se, assim, juros sobre juros. Voltando ao exemplo anterior, numa solução com juros compostos, no primeiro ano de investimento, os 10 000 euros produzirão igualmente 200 euros em juros, mas nos anos seguintes o retorno será sucessivamente mais elevado (exponencial), como mostra a seguinte tabela:

Juros simples VS Juros compostos
Anos
Juros simples
Capital acumulado
Juros compostos
Capital acumulado
1
200,00 €
10 200,00 €
200,01 €10 200,00 €
2
200,00 €
10 400,00 €
204,00 €
10 404,00 €
3
200,00 €
10 600,00 € 208,08 €
10 612,08 €
4
200,00 €
10 800,00 €212,24 €
10 824,32 €
5
200,00 €
11 000,00 €216,49 €
11 040,81 €
10
200,00 €
12 000,00 €239,02 €
12 189,94 €
20
200,00 €
14 000,00 €291,36 €
12 189,94 €
30
200,00 €
16 000,00 €355,18 €
18 113,62 €

Ideia a reter: para fazer render mais as suas poupanças e alcançar mais depressa o seu objetivo escolha produtos financeiros com juros compostos.


3. Perfil de investidor

Antes de escolher o produto financeiro para as suas poupanças, é ainda importante descobrir qual é o seu perfil de investidor (em função da sua vontade para correr riscos nos investimentos). Conservador, moderado ou agressivo. Em traços gerais estes são os principais perfis de risco dos investidores.

É conservador?

Os investidores que apresentam um perfil mais conservador são avessos ao risco nas suas aplicações. Estes aforradores privilegiam a segurança dos seus investimentos não entrando em grandes aventuras com o seu dinheiro. Fazem tudo o que é possível para diminuir a probabilidade de perder dinheiro, aceitando produtos com rendibilidades menores.

Moderado?

Os investidores com um perfil de risco moderado são aqueles que investem com algum risco, mas também com alguma segurança. Na prática, estão dispostos a correr alguns riscos, mas sempre limitados, para que as suas aplicações financeiras ganhem um pouco mais do que os investimentos mais conservadores.

Ou agressivo?

Se privilegia a rendibilidade dos seus investimentos em detrimento da segurança, então o seu perfil de investimento é agressivo. Na prática, é capaz de correr grandes riscos para atingir a máxima rendibilidade possível.

Ideia a reter: Seja qual for o seu perfil de investidor há soluções desenvolvidas a pensar em si.

Para começar

Se nunca investiu dinheiro num produto financeiro, o melhor é adotar uma postura mais conservadora, com menos riscos. É preferível ganhar menos do que arriscar perder capital. No mercado existem muitas soluções com taxas interessantes e que garantem o dinheiro investido.

Última ideia a reter: se tem as suas poupanças paradas, não perca mais tempo. Coloque o seu dinheiro a rentabilizar. Bons investimentos!

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