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O que é a Conta Satélite da Economia Social?

Para descrever a economia social portuguesa, nada melhor do que recorrer a uma espécie de ‘atlas estatístico’ do setor: a Conta Satélite da Economia Social.

Quantas organizações da economia social existem em Portugal? E qual o seu impacto na criação de valor económico e emprego? Qual a remuneração média de quem trabalha no setor? E como se compara a economia social portuguesa com a de outros países Qualquer que seja a pergunta sobre o setor, o mais certo é que a resposta esteja na Conta Satélite da Economia Social, uma publicação estatística que presta um olhar mais detalhado sobre o setor.

O que é a Conta Satélite da Economia Social?

Trata-se de uma avaliação exaustiva da economia social em Portugal, com informação estatística sobre as organizações do setor e a sua dimensão económica. É, atualmente, o retrato mais fiel desta área. Apresenta a real dimensão dos diferentes tipos de organização, o número de empregos gerados ou o valor acrescentado bruto (VAB), por exemplo.

Este trabalho resulta de um protocolo de cooperação entre a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) e o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Qual a sua periodicidade?

As edições da Conta Satélite da Economia Social são publicadas de forma regular. Até à data, existem duas edições:

  • A primeira, relativa a dados estatísticos do ano 2010, foi publicada no final de 2012.
  • A segunda, relativa a dados de 2013, foi publicada no final de 2016.

Que tipo de indicadores existem?

A Conta Satélite da Economia Social oferece um retrato detalhado da economia social, como um todo. Mas também das diferentes organizações do setor. Por isso, uma consulta do documento permite encontrar dados sobre o impacto do sector na economia nacional, sobretudo ao nível do emprego, emprego remunerado e VAB, sobre a distribuição geográfica das entidades e repartição do setor por tipo de entidade e área de atividade.

Eis alguns dos principais indicadores:

  • Emprego (e emprego remunerado) gerado pela economia social e por tipo de entidade;
  • VAB da economia social e por tipo de entidade;
  • Total de recursos;
  • Excedente de exploração bruto;
  • Poupança bruta;
  • Necessidade líquida de financiamento;
  • Distribuição do setor por área de atividade;
  • Distribuição por região geográfica;
  • Remunerações da economia social por tipo de entidade;
  • Comparação internacional do VAB e empregos gerados pela economia social;
  • Taxa de voluntariado (dados União Europeia).

Quais são as principais conclusões da Conta Satélite da Economia Social?

Os dados de 2013, divulgados no final de 2016, avançam que a economia social representa 6% de emprego remunerado no país (5,2% do emprego total), assim como 2,8% do VAB nacional. Este é um setor que se forma numa multiplicidade de organizações, espalhadas por todo o país: existem cerca de 61 mil entidades, divididas pelas diferentes regiões de Portugal.

Por tipologia, as associações com fins altruísticos têm, de longe, a maior expressão: mais de 57 mil unidades da economia social estão registadas desta forma, ou seja, 93,4% do sector. Seguem-se as cooperativas, com 2 117 unidades.

Quanto à área de atividade, mais de metade das organizações do setor dedicam-se a iniciativas de cultura, desporto e recreio (50,7%). No entanto, são as unidades dedicadas à ação e segurança social que geram a maior proporção do VAB (44,7%) e emprego remunerado (54,6%) da economia social.

Na avaliação destes resultados, a CASES destacada que, mesmo no “ano em que se terá atingido o pico da crise económica e financeira”, o setor demonstrou “um comportamento económico francamente positivo quando comparado com o da economia nacional, em contraciclo”.

Entre as duas edições da Conta Satélite, criaram-se mais cerca de seis mil entidades da economia social (crescimento de 10,6%). Houve também uma evolução positiva no contributo do setor para o emprego total e emprego remunerado, assim como um aumento da remuneração média por trabalhador face à média nacional.

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