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Será possível viver sem carros? Conheça 4 alternativas

Gostava de ajudar a reduzir a poluição ambiental? Comece a pensar em deixar o automóvel em casa e a adotar comportamentos mais ecológicos.

O aquecimento global, a poluição sonora e da atmosfera são temas que estão, cada vez mais, na ordem do dia. Os gases com efeito de estufa, apontados pelos cientistas como os principais responsáveis por estes fenómenos, estão a aumentar e as consequências far-se-ão sentir na saúde humana, animal e nos ecossistemas. Sabe-se ainda que as emissões de dióxido de carbono são uma das principais causas para o aumento dos gases com efeito de estufa na atmosfera e que os transportes são responsáveis por quase 30% por estas emissões, segundo dados da Comissão Europeia. Por este motivo, há cada vez mais pessoas que optam por viver sem carros.

Deixar o carro em casa durante a semana

Para contribuir para a diminuição dos efeitos negativos dos transportes no ambiente, opte por deixar de utilizar o automóvel nas suas deslocações diárias entre o trabalho e casa. Não significa que deixe de ter automóvel, mas antes que passe a conduzi-lo apenas aos fins-de-semana. Para ajudá-lo, reunimos quatro ideias de mobilidade para ir de casa para o trabalho.

Viver sem carros: 4 transportes alternativos

1. Bicicleta

Se vive na cidade em que trabalha e as suas deslocações diárias não implicam uma distância muito grande, a bicicleta pode ser interessante. As vantagens são muitas: menos poluição ambiental, menos despesas em deslocações, estacionamento ou desgaste do automóvel.

Andar de bicicleta traz ainda benefícios para a saúde. Segundo a Direção-Geral de Saúde, andar de bicicleta é uma das estratégias mais práticas e sustentáveis para aumentar a atividade física dos cidadãos. Por sua vez, o exercício físico regular traz benefícios em várias áreas da saúde, nomeadamente na “aptidão cardiorespiratória e muscular, no peso e composição corporal, na saúde óssea, na funcionalidade e autonomia física, e na função cognitiva”, pode ler-se no documento do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física.

Se optar por comprar uma bicicleta, o investimento inicial que tem de fazer pode ser avultado, nomeadamente se escolher uma bicicleta elétrica – ideais para os percursos que têm muitas subidas. Mas considere um investimento na sua saúde e no planeta. Antes de se aventurar na compra, experimente. Em muitas cidades de Portugal já pode alugar bicicletas, que pode usar durante determinado período e, depois, estacionar num dos sítios especificados.

2. Transportes públicos

Ir para o trabalho de transportes públicos, em vez de levar o automóvel, pode ser a solução mais eficaz para atenuar os danos ambientais. Apesar de também terem impacto negativo sobre o ambiente, devido às emissões de dióxido de carbono, poluição sonora e ambiental, a Comissão Europeia sublinha que esta é uma alternativa mais saudável, quando comparado com o transporte de automóvel privado.

Além dos benefícios ambientais, andar de transportes públicos também pode ser vantajoso para a sua carteira, visto que o passe mensal deverá ser mais barato do que atestar o depósito todas as semanas.

3. Partilha de boleias

Os automóveis podem ser menos nocivos para o ambiente se forem partilhados e não transportarem apenas uma pessoa, segundo informação da Comissão Europeia. Assim, se todos os dias tem de fazer uma deslocação para ir trabalhar e os transportes não são eficientes, equacione o carpooling. O conceito é simples: partilhar o automóvel nas deslocações diárias com pessoas que conheça que façam o mesmo percurso. Assim podem partilhar custos e reduzir a poluição.

Comece por perguntar a colegas de trabalho se alguém que faça todos os dias o mesmo percurso, para partilharem boleia. Se não existir, procure nas plataformas específicas para esse fim, como o boleia.net ou a BlaBlaCar.

4. Trotinete, scooter, bicicleta ou automóvel elétrico

São convenientes, mais ecológicos e também representam alguma poupança financeira, se fizer uma boa gestão da sua utilização. Tratam-se nos serviços de mobilidade partilhada, concebidos para deslocações dentro dos centros urbanos, que já existem em muitas cidades do país e que podem ser utilizados por qualquer pessoa que tenha um smartphone.

São particularmente úteis para quem vive e trabalha dentro da mesma cidade, mas também para quem vive fora desse centro urbano e tem de se deslocar diariamente para esse local. Nesse caso, pode optar pelos transportes públicos para as distâncias maiores e, depois, recorrer a estes serviços de mobilidade partilhada, para as distâncias mais pequenas.

Se gostava de experimentar viver sem carros, pode experimentar as Lime (trotinetes e bicicletas elétricas), as eCooltra (scooter elétricas) ou eMov (automóvel elétrico).

 

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