4 dicas para ensinar as crianças a evitar o consumismo

Numa sociedade de consumo, como evitar que as crianças se tornem demasiado gastadoras? Ensinando-lhes o valor do dinheiro e incutindo comportamentos frugais.
Artigo atualizado a 07-08-2018

Qual é a diferença entre consumo e consumismo? De acordo com o Priberam, dicionário online, o consumo pode definir-se como “a aquisição de bens e serviços para uso pessoal”, enquanto o consumismo pode ser definido como “hábito ou ação de consumir muito, em geral sem necessidade”. Trocado em miúdos, pode dizer-se que o consumo de bens e serviços com conta, peso e medida é saudável e essencial para o bom funcionamento da economia de um país. Já o consumismo é de evitar.

4 exercícios para evitar o consumismo

1. Explicar a diferença entre desejo e necessidade

Precisar e querer são dois conceitos diferentes, mas, por vezes, as crianças podem não conseguem distingui-los. O que devem aprender é que existem bens necessários à sobrevivência humana, como abrigo, roupas, comida e água. Tudo o resto, são desejos: bens que, não sendo necessários à sobrevivência, podem ajudar a que se sintam momentaneamente mais felizes. Ou seja, precisamos de comida para viver, mas não necessitamos de um jogo de computador.

Experimente: Fazer uma ficha de atividades com vários tipos de bens ilustrados, como, por exemplo, uma casa, um brinquedo, um pão ou uma bola de futebol, e peça-lhes para identificar os bens essenciais à vida e os que não são. No caso de crianças mais crescidas pode pedir para desenhar um bem que precisam e outro que apenas desejam.

2. Ensinar a fazer as contas

Quanto mais cedo perceberem o valor do dinheiro, menor a probabilidade de se tornarem consumistas. Pequenos exercícios, simples de resolver, podem ajudá-los a perceber o valor do dinheiro e incutir a necessidade de pensar e fazer contas antes de adquirir algo que não seja realmente importante.

Experimente: De acordo com a idade, proponha alguns exercícios de matemática às crianças para ajudá-los a ter noção do dinheiro que recebem e que gastam.  Por exemplo, se querem comprar uma bola que custa 10 euros, mas se recebem 20 euros de mesada, com quanto dinheiro ficam no mealheiro? Ou então, incutir-lhes o raciocínio da poupança. Se querem comprar um jogo de 50 euros, mas apenas recebem 20 euros de mesada, quantos meses teriam de poupar até conseguirem alcançar o seu objetivo financeiro?

3. Incentivar a comparar preços

É um ensinamento que poderão usar em todos os capítulos da sua vida. Desenvolver a capacidade de comparar antes de comprar – em vez de comprar à primeira -, torna as crianças mais conscientes do dinheiro que gastam.

Experimente: Proponha um exercício em que comparam, por exemplo, o preço do prato preferido deles no restaurante, com o custo da refeição feita em casa. Peça-lhes para fazerem a lista de ingredientes e somar o custo de cada um. E depois  comparar com o preço que gastam cada vez que vão ao restaurante. Para este exercício, pode ser necessária a ajuda dos pais professores.

4. Estimular a fazer um orçamento

Se receberem semanada ou mesada, as crianças podem ser incentivadas a gerir o seu orçamento,  de forma a incentivar a poupança e a não gastar mais do que ganham.

Experimente: Ensiná-los a fazer um orçamento pessoal. Numa folha, faça duas colunas uma para as receitas (semanada ou mesada) e outra para as despesas. Assim, as crianças podem saber quanto dinheiro gastam e se têm espaço para poupar para comprar aquele brinquedo que desejam.

Quer testar os conhecimentos dos seus filhos ou educandos? Imprima esta ficha de avaliação.

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