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Quanto deve poupar para a reforma

Para gozar os "anos dourados" sem preocupações financeiras é importante assegurar um complemento à reforma.
Poupar para a reforma: Saiba quanto tem de juntar

Fazer contas ao conforto na reforma é um exercício que deve ser cultivado desde cedo e ensinado à família. Poupar para a reforma pode ajudá-lo a ter um futuro mais risonho.

A reforma é a altura ideal para fazer aquilo de que mais gosta. Para que consiga aproveitar da melhor maneira o seu tempo, há que manter a qualidade de vida que tinha quando ainda trabalhava. Para tal, deve atingir um património financeiro que lhe garanta independência financeira, mesmo recebendo um montante da pensão. Esse é, talvez, o maior desafio na transição da vida de trabalhador para a nova etapa.

Não há fórmulas mágicas para poupar para a reforma. Para saber calcular o valor necessário e o caminho para o atingir terá de traçar um plano de investimento a longo prazo e estudar a forma como as suas aplicações financeiras lhe permitirão manter a qualidade de vida a partir da aposentação.

O valor ideal para poupar para a reforma

Para atingir o valor ideal para a sua independência financeira precisa de manter uma forte disciplina nos seus investimentos. Para isso deve criar hábitos de poupança rigorosos. O primeiro passo para poupar para a reforma é orçamentar as despesas mensais na vida ativa. Esse é o valor mínimo mensal para gozar a reforma da melhor maneira, mesmo que o padrão de despesas mude. Algumas contas descem, como as relacionadas com os transportes e as decorrentes do trabalho, outras sobem, como as ligadas à saúde numa idade com maior propensão a visitas ao hospital.

Orçamentada a sua vida, ponha a matemática a trabalhar para si. Imagine que aos 36 anos de idade tem despesas mensais na ordem dos 800 euros. Até atingir a idade legal da reforma, 66 anos e cinco meses (em 2019), terá ainda pela frente 30 anos de trabalho. Se quer saber qual o valor que lhe permite manter a sua qualidade de vida depois dos 66 anos, poupando desde os 30, tenha como referência a esperança média de vida na idade da reforma.

Alguém que chegue aos 65 anos vive em média mais 19,45 anos, segundo as Tábuas de Mortalidade do Instituto Nacional de Estatística. Fazendo as contas para os 800 euros de despesas mensais que quer garantir, terá de poupar cerca de 300 euros todos os meses de trabalho e aplicá-los a uma taxa de 3% por ano, durante os próximos 30 anos. Esse será o valor para manter a qualidade de vida durante a reforma. Nestes cálculos não estão contempladas as pensões de velhice, pagas normalmente aos pensionistas portugueses.

Como atingir o valor ideal?

Disciplina, poupança e investimento. Estas são as três palavras-chave para o sucesso sorrir à sua carteira na idade do lazer. As estratégias de investimento variam consoante a idade e o tempo que falta para se aposentar.

Se os produtos com risco mais elevado apresentam, historicamente, retornos e riscos mais elevados, deve manter sempre em carteira uma posição importante do investimento em produtos de taxa fixa, como os títulos de dívida através de obrigações, ou mesmo em depósitos a prazo. Tenha em conta esta máxima: quanto maior o prazo, maior a capacidade de suportar produtos com elevada volatilidade, isto é, que implicam maior nível de risco, mais diversificação e maior capacidade de proteger uma carteira.

As ações e os fundos de ações são os ativos que devem pesar mais numa carteira de longo prazo. Mas é importante diversificá-la por outros ativos de baixo risco. Já numa carteira de médio e curto prazo devem privilegiar-se os ativos mais seguros, como depósitos ou soluções mutualistas. Claro que o perfil de risco do investidor também manda. Se não suporta pensar no seu dinheiro a mexer diariamente, então privilegie os investimentos mais seguros. Nesse sentido, deve optar por depósitos a prazo, contas poupança, fundos de tesouraria ou soluções mutualistas.

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