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Paula Guimarães: “É um momento que exige reflexão, avaliação e inovação”

O Ei entrevistou Paula Guimarães, que nos contou do sucesso que tem sido a Frota Solidária e revelou que há um processo de avaliação do impacto social.

Este ano realizou-se a 1oª edição da Frota Solidária. O que motivou a Fundação Montepio a escolher inicialmente este projeto para usar o dinheiro angariado através da consignação fiscal?

O reconhecimento de que a obtenção e viaturas adaptadas era uma necessidade da maioria das organizações e que não era colmatada por nenhum programa ou iniciativa publica ou privada. Por outro lado, era importante para nós que o projeto financiado pela consignação fiscal fosse visível e transparente para que todos os que escolhessem a Fundação Montepio vissem onde tinha sido investido o valor obtido.

Que balanço faz desta edição?

À semelhança das 10 edições anteriores é sempre um momento emotivo para os dirigentes e colaboradores das entidades beneficiadas e também para os colaboradores do Montepio que muito trabalham durante vários meses para que seja possível entregar as viaturas.

Todos os anos, há dezenas de IPSS que se candidatam à Frota Solidária, mas só algumas são escolhidas. Como é realizado o processo de seleção?

A seleção é difícil e dolorosa. Todas as entidades precisam e merecem. A diferença entre receber a viatura ou não pode ser determinante e às vezes de forma dramática. Procuramos que a seleção anual represente as diversas subfamílias da economia social, as diversas tipologias de população beneficiária, os vários distritos e regiões autónomas. Não escondemos que também privilegiamos as instituições que têm uma relação sólida de parceria connosco e que nos oferecem a confiança suficiente para podermos partilhar a nossa marca com a delas.

Esta é, claramente, uma aposta vencedora. Para o ano podemos esperar uma edição da Frota Solidária nos mesmos moldes?

Dez anos de programa é, naturalmente, um marco. Este é um momento que exige reflexão, avaliação e inovação. Não há nada pior do que estagnar os modelos de intervenção. A economia social, o país e o próprio Montepio estão diferentes do que eram há uma década. Por isso, estamos a iniciar um processo de avaliação do impacto social da Frota e seguramente surgirão recomendações de alteração e melhoria quer ao nível dos critérios de seleção, quer ao nível dos procedimentos de candidatura e monitorização.

Como convenceria os portugueses a, na próxima declaração de IRS, doar uma parte do seu IRS à Frota Solidária?

Diria que é importante que os projetos que escolhemos sejam auditáveis e conhecidos. Que escolher a Fundação Montepio e a Frota Solidária permite ter a certeza onde é aplicado o seu dinheiro e ver que valeu a pena.

O que destaca destes 10 anos de Frota Solidária?

A parceria entre os serviços do Montepio, a possibilidade de conhecer o país real, escondido, anónimo e heroico e principalmente a tangibilização de que o Montepio faz a diferença.

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