Os 10 filantropos mais generosos de sempre

De Bill Gates a Andrew Carnegie, estes são alguns dos cidadãos do mundo que mais doaram a instituições de solidariedade, investigação ou educação.

São empresários, self made man ou empreendedores que fizeram fortuna no final do século XIX ou nas últimas décadas do século XX. Os filantropos mais generosos do mundo ajudam milhões de pessoas, todos os anos, a ultrapassar situações de pobreza e doença. E promovem o acesso a educação e melhores condições de vida para as comunidades mais desfavorecidas. Conheça 10 dos filantropos mais generosos da história.

Os 10 filantropos mais generosos de sempre

Bill Gates

O co-fundador da Microsoft entrou na filantropia em 1999, através da Fundação Bill e Melinda Gates. Com a ajuda das suas doações mas também de contribuições de filantropos como Warren Buffett, a Bill e Melinda Gates Foundation tornou-se numa das maiores organizações de solidariedade do mundo. O casal Gates espera ainda doar, nos próximos anos, 99,96% de toda a sua riqueza gerada.

  • Total de doações: cerca de 30 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: distribuição de vacinas, erradicação da poliomielite, melhoramento de problemas de saneamento básico

Andrew Carnegie

Nascido em 1835, Carnegie foi um industrial escocês que se tornou bilionário no setor do aço, na segunda metade do século XIX. O filantropo ofereceu 2 509 bibliotecas a cidades norte-americanas e de outros países. Apostou, também, nos setores da educação e investigação científica. Com a sua fortuna, construiu a sala de espetáculos Carnegie Hall e a universidade de Carnegie Mellon, entre outras referências da cultura e educação norte-americana.

  • Total de doações: cerca de 350 milhões de dólares (à época)
  • Áreas de interesse: educação, cultura, paz mundial

George Soros

Este investidor de origem húngara é um dos filantropos mais ecléticos do mundo. O seu dinheiro permitiu projetos tão díspares como a investigação científica na Rússia ou financiar a luta pelos direitos humanos na África do Sul e Europa de Leste. Através da Open Society, que fundou, tem doado centenas de milhões de euros por ano para promover os direitos humanos, a educação e a democracia.

  • Total de doações: cerca de 6 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: direitos humanos, democracia, inclusão social, educação, investigação.

Li Ka-shing

Em 1980, este magnata de Hong Kong criou uma fundação para financiar universidades, centros infantis e hospitais. Mais recentemente, investiu na prevenção de doenças como a hepatite e a gripe asiática e ajudou algumas vítimas de catástrofes naturais. Sendo um dos maiores filantropos do mundo, já anunciou a intenção de doar um terço da sua riqueza nos próximos anos.

  • Total de doações: cerca de 2 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: educação e saúde

Warren Buffett

Um dos grandes filantropos da história, Buffet terá doado entre 20 a 30 mil milhões de dólares. Um dos cinco homens mais ricos do mundo, o CEO da Berkshire Hathaway já prometeu entregar toda a fortuna, na sua morte, às causas sociais. Assim, criou, com Bill Gates, o Giving Pledge, documento que compromete 69 dos cidadãos mais ricos do mundo a doarem parte da sua riqueza à filantropia.

  • Total de doações: entre 20 a 30 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: educação, saúde, ameaça nuclear, apoio infantil, comunidades e desenvolvimento económico

Howard Hughes

O protagonista do filme O Aviador, de Martin Scorsese, foi um dos principais filantropos da sua época. Através do Howard Hughes Medical Institute, ofereceu milhões à investigação médica. O instituto, que sobreviveu à morte do seu fundador, é hoje um dos mais reconhecidos e importantes centros de investigação médica do mundo.

  • Total de doações: cerca de 1,5 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: investigação médica, saúde

Chuck Feeney

Em 1982, este magnata norte-americano de origens irlandesas criou a The Atlantic Philantropies. Durante anos, esta fundação doou grandes quantidades de dinheiro a várias instituições, pedindo em troca segredo absoluto. Feeney, pioneiro das lojas duty free dos aeroportos, tem sido o principal financiador da Universidade de Cornell, que recebeu quase mil milhões de dólares da The Atlantic Philantropies.

  • Total de doações: cerca de 7 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: saúde, educação, combate à pobreza e direitos humanos

Phil Knight

O co-fundador da Nike tem doado parte da sua vasta fortuna a universidades e projetos ligados à educação e investigação na área da saúde. As universidade de Oregon e Stanford são as principais destinatárias da filantropia de Phil Knight, através da sua fundação.

  • Total de doações: cerca de 2 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: educação e investigação

Príncipe Al-Waleed bin Talal

Um dos poucos filantropos não-americanos desta lista, Al-Waleed bin Talal centra as suas doações em iniciativas que encurtem as distâncias entre as comunidades ocidentais e islâmicas. Assim, financiou centros de estudos americanos em universidades do Médio Oriente e centros islâmicos em universidades ocidentais.

  • Total de doações: cerca de 4 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: cultura, educação, catástrofes naturais

Azim Premji

O Líder da tecnológica indiana Wipro criou uma fundação em 2001, com 125 milhões de dólares de ações da empresa. As doações de Premji destinam-se a formar professores e alunos e a construir universidades na Índia.

  • Total de doações: cerca de 2,5 mil milhões de dólares
  • Áreas de interesse: educação e saúde

Outros filantropos

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, é um dos mais conhecidos filantropos da atualidade, tendo já doado 1,6 mil milhões de dólares para áreas como a saúde ou educação. Segundo o Business Insider, Zuckerberg e a mulher, Priscilla Chan, admitiram doar metade da sua fortuna em vida. Na lista dos maiores filantropos do mundo encontram-se ainda nomes como o do alemão Dietmar Hopp, fundador da SAP, Pierre Omidyar, que lançou o eBay em 1995, Michael Dell, fundador da Dell, Ted Turner, magnata da comunicação, Michael Bloomberg, ex-mayor de Nova Iorque, o mexicano Carlos Slim ou Paul Allen, co-fundador da Microsoft.

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