2021: como gerir o dinheiro em contexto de crise

Em 2021 ainda se farão sentir os efeitos da crise económica de 2020, em consequência da pandemia da Covid-19. Neste artigo, encontra um conjunto de dicas para gerir o dinheiro em contexto de crise.
Artigo atualizado a 30-12-2020

A pandemia da Covid-19 afetou profundamente a atividade económica em 2020 em Portugal, determinando uma queda “sem precedentes” do Produto Interno Bruto (PIB) na primeira metade do ano (de 17,3%, em termos acumulados, face ao final de 2019), como explica o Banco de Portugal (BdP) no seu Boletim Económico de dezembro. Para 2020, este organismo projeta uma queda do PIB de 8,1%, antecipando uma recuperação da economia portuguesa a partir de 2021. Segundo o BdP, no próximo ano, o PIB deverá crescer 3,9%. No entanto, 2021 ainda será um ano difícil para as famílias portuguesas. Portanto, será necessária alguma prudência financeira. Para saber como gerir o dinheiro em contexto de crise continue a ler este artigo.

5 dicas para gerir o dinheiro em contexto de crise

Dica 1 – Faça mensalmente o orçamento familiar

Seja metódico e registe, mês a mês, todas as receitas e despesas do seu agregado familiar. Desta forma, poderá saber quanto ganha e quanto gasta. Este exercício permitir-lhe-á também identificar eventuais gastos desnecessários e, assim, conseguir uma folga orçamental. No final do mês, o saldo entre as receitas e as despesas deve ser positivo. Veja como fazer um orçamento familiar em cinco passos.

Dica 2 – Reforce o seu fundo de emergência

O fundo de emergência tem por objetivo fazer face a imprevistos financeiros, como uma situação de quebra de rendimentos ou de desemprego involuntário, evitando assim a necessidade de recorrer a endividamento ou a outras poupanças.

Os especialistas em finanças pessoais recomendam ter no fundo de emergência uma quantia que cubra, no mínimo, entre seis meses a 12 meses de despesas mensais, dependendo das características do agregado familiar. No entanto, em momentos de maior instabilidade económica, é aconselhável reforçar esta reserva financeira. Descubra, com a ajuda de um simulador, quantos meses conseguirá viver com o seu fundo de emergência.

Ainda não tem um fundo de emergência? Então, deve criá-lo desde já. Saiba como constituir um fundo de emergência, passo a passo.

Dica 3 – Renegocie contratos

Com esta estratégia para gerir o dinheiro em contexto de crise poderá poupar dezenas de euros. Geralmente, os contratos cuja renegociação se traduz em maiores poupanças são os de crédito (sobretudo, de curto prazo), seguros e telecomunicações.

Também poderá negociar o contrato de eletricidade e gás natural. Caso o seu fornecedor não se mostre disponível para baixar a fatura destes serviços essenciais, pode optar por mudar para outro fornecedor que ofereça condições mais vantajosas. No site da ERSE – a Entidade Reguladora de Serviços Energéticos – encontra um simulador que permite encontrar o fornecedor de eletricidade e/ou gás natural com os preços mais baixos para o seu perfil de consumo. Pode fazer uma simulação rápida ou uma simulação personalizada.

Dica 4 – Ajuste o seu estilo de vida

Gerir o dinheiro em contexto de crise passa também por adaptar o estilo de vida a essa realidade. Mas tal não significa abdicar de tudo o que gosta de fazer. A ideia é encontrar formas de diminuir os gastos desnecessários e substituir hábitos mais dispendiosos por outros mais económicos.

Por exemplo, pode reduzir a frequência com que vai ao restaurante com a família ou os amigos, optando por fazer um piquenique. Faz uma utilização intensiva do automóvel? ? Nesse caso, modere a sua utilização e passe a deslocar-se de bicicleta ou transportes públicos sempre que for possível. Se costuma comprar várias peças de roupa por mês, adquira apenas uma. Em vez de fazer compras de supermercado todos os dias, destine um dia da semana para esta tarefa e não se esqueça de levar a lista dos bens a comprar.

Dica 5 – Proteja-se do desemprego e de outros infortúnios

Face ao previsível aumento do desemprego em 2021 no país, para 8,8%, segundo o BdP, será sensato salvaguardar esta eventualidade. Como? Contratando um seguro de desemprego que garanta um valor mensal fixo ou o pagamento de um encargo, como o crédito à habitação. Antes de subscrever, deve prestar atenção às condições, em especial ao período de carência, condições pré-existente e duração.

Além do desemprego, podem acontecer outros infortúnios, como morte ou invalidez. Também para estes imprevistos existem soluções de proteção que asseguram o pagamento de encargos como o crédito à habitação ou o crédito individual. Neste âmbito, a Associação Mutualista Montepio (AMM) disponibiliza aos seus associados três tipos de coberturas: Proteção – Crédito Individual, Proteção – Crédito à habitação e Proteção – Outros Encargos. Saiba como o mutualismo o pode proteger das incertezas da vida e dar mais tranquilidade à sua família.

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