Crédito à habitação: Como escolher o melhor para si

No momento de escolher o crédito à habitação que mais se ajusta às suas necessidades, há critérios que deve seguir. Conheça-os e evite dissabores no maior investimento da sua vida.

O crédito à habitação é um dos pontos de partida na vida de muitas famílias. Procura financiamento para avançar para a compra de casa? O primeiro passo é conhecer a fundo o que está em causa quando escolhe o crédito que o vai acompanhar por longos anos.

Como escolher um crédito à habitação

A melhor forma de iniciar a jornada de conseguir um empréstimo para comprar casa é começar por juntar um bom leque de simulações bancárias para o montante que deseja pedir de empréstimo. Teste várias alternativas que contemplem variações no prazo e no capital de entrada.

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A taxa fixa é ideal para quem privilegia a estabilidade. A taxa variável pode alterar a prestação a cada 3, 6 ou 12 meses

Outro elemento importante para escolher o crédito mais em conta é a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG). Quanto mais baixa for, mais leve será a prestação. No entanto, para se chegar à TAEG e ao crédito à habitação mais indicado para si, existe um longo caminho a percorrer.

Antes de mais, é necessário identificar a modalidade da taxa de juro que deseja para o seu crédito à habitação. No mercado existem dois tipos: variável e fixa.

Taxa de juro variável

A taxa de juro variável segue o indexante Euribor, que oscila todos os dias nos mercados financeiros. Isso significa que a sua prestação varia consoante o prazo contratado. Se escolher a Euribor a três meses, o valor da mensalidade do crédito é revisto de três em três meses. Se optar pela Euribor a seis meses, a atualização da prestação ocorrerá semestralmente. É ainda possível indexar o empréstimo à Euribor a doze meses. Neste caso, o custo mensal com o crédito à habitação mudará a cada ano.

Além da Euribor, também existe o spread, que faz subir a taxa de juro variável e, consequentemente, a prestação mensal. O spread, que se assume como uma margem comercial para o banco, está normalmente associado ao perfil de quem contrai o empréstimo. Existem alguns elementos que podem ajudar a baixar o spread:

  • A taxa de esforço, peso da prestação no orçamento mensal, é um parâmetro essencial para determinar o valor do spread. Quanto menor for a taxa de esforço, mais baixo será o spread cobrado pelo banco. Idealmente, o valor da prestação deve ser inferior a 40% do seu rendimento mensal.
  • Um património que lhe dê segurança pode valer uma boa avaliação e um spread mais reduzido. Ainda assim, em alturas de crise financeira e escassez de liquidez, as condições podem alterar-se: o crédito torna-se mais restrito e os spreads são agravados.
  • A subscrição de alguns produtos bancários fará diminuir o spread. Entre os produtos que o banco pode sugerir estão o seguro de vida e o seguro de proteção ao crédito. Neste caso, a taxa que deve usar na comparação das várias simulações de empréstimo é a Taxa Anual Encargos Efetiva Revista (TAER).
  • Outra forma de ter um spread mais baixo é dar uma entrada inicial entre 10% e 20% do valor da casa.

Taxa de juro fixa

Com a taxa de juro fixa, a prestação será sempre igual durante um determinado período, tipicamente 5 ou 10 anos. Normalmente, os bancos não fixam a prestação por todo o tempo de vida do empréstimo. A taxa de juro fixa é definida com base na taxa fixa que se pratica no mercado interbancário para o mesmo prazo, designada taxa de swap.

Para comparar as taxas fixas que existem no mercado, deverá considerar, além da taxa, a comissão de abertura, a avaliação do imóvel e comissão de processamento.

Crédito à habitação com taxa fixa ou variável?

A taxa de juro variável proporciona quase sempre uma prestação mais barata. Outra vantagem tem a ver com o facto de se adaptar ao cenário económico. Em momentos de retoma económica – crescimento do PIB, mais emprego e aumento do consumo – a taxa variável sobe. Em períodos de crise – com austeridade, menos emprego e fraco consumo – desce.  A desvantagem desta taxa prende-se com a imprevisibilidade sobre o montante a pagar de cada vez que é revista. Se tem alguma folga orçamental, de modo a amortecer eventuais subidas das prestações, a taxa de juro variável pode ser a melhor solução para si.

Por sua vez, com a taxa de juro fixa, a prestação mensal mantém-se sempre igual durante o prazo acordado com o banco,  independentemente da conjuntura económica. No entanto, por norma, o encargo mensal de um empréstimo com taxa de juro fixa é mais elevado. Esse é o preço a pagar pela segurança de não vir a ter a sua prestação aumentada. Mas também não beneficiará de qualquer descida.

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