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Como a Euribor afeta a minha vida

As taxas Euribor afetam as finanças pessoais das famílias e estão presentes em quase todos os momentos da vida. Se tem empréstimos ou poupanças, explicamos-lhe o essencial sobre estas taxas.
Saiba como as taxas Euribor podem influenciar o seu dia a dia

Certamente já ouviu falar nas taxas Euribor e no impacto das suas oscilações no bolso das pessoas. Mas sabe exatamente porque é que essas taxas são tão importantes? Veja como funcionam.

O que é a Euribor?

Euribor é a abreviatura de Euro Interbank Offered Rate. Estas taxas baseiam-se na média dos juros praticados por um painel de bancos da zona euro, nos empréstimos que fazem entre si, num determinado prazo.

Muitas vezes, a Euribor é mencionada como se fosse apenas uma taxa. Isso não corresponde à realidade. Atualmente, existem oito taxas, cada uma com um prazo diferente: 1 e 2 semanas, 1, 2, 3, 6, 9 e 12 meses.

As taxas Euribor são fixadas uma vez por dia, às 11 horas (hora central europeia, 10 horas em Lisboa). São comunicadas ao público no dia seguinte.

Como se calculam?

São determinadas com base nos dados disponibilizados por um conjunto de bancos com excelente saúde financeira. Estas instituições financeiras são selecionadas pela Federação Europeia de Bancos Europeus.

Se a taxa de juro de referência for a Euribor a 3 meses, os juros são recalculados de 3 em 3 meses. O mesmo acontece para os restantes prazos

Para se chegar ao valor de cada taxa, calcula-se uma média dos juros contratados entre os referidos bancos, excluindo 15% das taxas mais elevadas e a mesma percentagem das mais baixas. O valor final é depois arredondado a três décimas.

As taxas Euribor variam consoante a procura e a oferta. E também em função do momento económico (sobem em períodos de retoma e descem em épocas de crise). Normalmente, acompanham a taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE).

Porque são importantes?

Créditos

As Euribor são utilizadas como taxas de referência nos créditos bancários, refletindo-se no valor da prestação mensal a pagar ao banco. Por exemplo, quem tem um crédito à habitação paga sempre duas parcelas todos os meses: amortização de capital e juros (Euribor mais spread). Se a taxa aumentar, a parcela dos juros sobe, agravando, assim, a mensalidade do empréstimo. Se a taxa descer os juros diminuem e a prestação fica mais baixa.

Nos empréstimos à habitação contratados com taxa variável, a parcela dos juros da prestação é revista periodicamente. O prazo depende da taxa escolhida. A título de exemplo, se a taxa de juro de referência for a Euribor a 3 meses, os juros são recalculados de 3 em 3 meses.

Para a revisão dos juros é tida em conta a média mensal da Euribor relativa ao mês anterior àquele em que se verifica a revisão do crédito.

Em condições normais de mercado, as taxas com prazos mais curtos são menores. No entanto, são revistas mais frequentemente, uma situação que pode originar poupanças significativas em períodos e crise. Já em épocas de crescimento, o facto de haver mais possibilidades de alteração pode ser uma desvantagem para a carteira de quem tem crédito à habitação.

Poupanças

As Euribor são também um bom indicador da tendência para os juros das contas poupança. A maioria dos depósitos a prazo segue a evolução destas taxas para definir a remuneração paga aos depositantes. Quanto mais elevada a taxa, maior a retribuição da poupança. Pelo contrário, taxas mais baixas implicam ganhos mais reduzidos.

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