Quer desfrutar da aposentação com tranquilidade? Temos um plano para si.

Quanto mais cedo começar a pensar na aposentação, mais fácil será a tarefa de garantir uma vida financeira tranquila quando deixar de trabalhar.
Artigo atualizado a 26-04-2022

Desfrutar de uma aposentação tranquila depois de uma vida de trabalho é a ambição merecida de qualquer um. O segredo para lá chegar passa por começar a dedicar-se ao assunto o mais rápido possível. Ter uma estratégia bem desenhada, que seja cumprida com disciplina e sem representar um sacrifício exagerado, também é fundamental. Propomos, neste artigo, um plano para que possa desfrutar da sua reforma sem sobressaltos do ponto de vista financeiro. Uma estratégia que lhe dê a oportunidade, até, de usufruir de muitas coisas que não conseguiu durante a vida ativa.

7 decisões para planear a sua aposentação

Decisão n.º 1: como quer viver na sua reforma?

Comece precisamente por aqui. De que estilo de vida quer usufruir depois de se reformar? Com que idade pretende deixar de trabalhar? Quais os custos que estima ter nessa altura? São muitas as variáveis que estão em causa. Ter uma ideia aproximada do que pretende é crucial para que possa planear a sua aposentação da melhor forma.

Por exemplo, se o seu ideal pós-reforma passa por viver no mesmo local e ter uma vida pacata, as exigências serão mais reduzidas. Caso pretenda comprar uma segunda habitação, fazer muitas viagens, desfrutar de longos períodos de descanso fora do país e deliciar-se com refeições fora de casa, sabe à partida que o seu esforço de poupança na vida ativa terá de ser maior.

Decisão n.º 2: a regra dos dois terços

Regra geral, os especialistas defendem que uma pessoa reformada necessita de cerca de dois terços do rendimento que auferia quando trabalhava. Deve ajustar este valor consoante as suas ambições e ver, também, quais as perspetivas que tem para a evolução da sua carreira profissional. As suas ambições e a progressão no emprego vão certamente alterar-se até à idade da aposentação, pelo que este objetivo vai certamente mudar. Se for uma alteração relevante, ajuste a sua estratégia em conformidade. Estes são alguns exemplos de mudanças importantes nos seus objetivos:

  • Sempre pensou em viver na casa onde mora atualmente, mas gostaria de ter uma segunda habitação, noutro local, para gozar os anos dourados;
  • Fez umas férias memoráveis no estrangeiro e agora quer repetir todos os anos quando estiver aposentado;
  • Tem a ambição de ajudar os seus filhos e netos financeiramente para que possam melhorar a sua qualidade de vida.

Na altura em que tomar estas decisões, será melhor começar a preparar o seu complemento de reforma quanto antes.

Decisão n.º 3: é hora de fazer contas para a aposentação

Depois de antever o que pretende para o seu futuro, faça as contas para determinar quais os rendimentos que terá na reforma, através da sua pensão de velhice. É provável que a surpresa não seja a mais agradável, mas o melhor é saber, desde já, com o que pode contar quando se reformar (tendo em conta as contribuições que efetuou até hoje) e as penalizações que pode sofrer se optar por antecipar o fim da vida ativa. Para tal, a Segurança Social disponibiliza um simulador de pensões bastante completo, que lhe dá informação sobre o valor estimado da sua pensão quando chegar à idade de reforma. E também o ajuda a decidir sobre o momento da aposentação, tendo em conta as bonificações e penalizações aplicáveis.

A sustentabilidade do atual sistema da Segurança Social (em Portugal e noutros países) é sempre uma questão em aberto, sendo que a tendência aponta para um aumento da base de contribuição dos cidadãos e para a subida da idade de reforma dos trabalhadores, se estes quiserem ter direito à pensão completa.

Esta provável alteração reflete, sobretudo, o envelhecimento da população e o aumento do número de pessoas na vida não ativa. Daí que seja cada vez mais importante não descansar “à sombra” da pensão pública. E tratar de poupar para ter um complemento de reforma que lhe assegure uma vida tranquila quando deixar de receber um salário todos os meses.

Decisão n.º 4: quando deve começar?

Só há uma resposta a esta questão: já. Quanto mais cedo começar, melhores serão os resultados e menor o esforço para atingir o objetivo de ter uma vida financeira tranquila durante a reforma. Deste modo também beneficiará do “milagre da capitalização”, mesmo com quantias mais pequenas. Ou seja, vai retirar dividendos não apenas das suas poupanças iniciais, mas também da remuneração acumulada que ganhou no investimento das suas poupanças. Se o seu dinheiro for investido, grande parte do trabalho está feito. E começar mais cedo permite evitar ter de poupar uma fatia mais elevada do seu rendimento numa fase mais tardia da vida.

Exemplo 1

Se tiver 26 anos e poupar 150 euros por mês até à idade da reforma (durante 40 anos, tendo em conta que atualmente a idade oficial da aposentação está fixada em 66 anos e sete meses), chegará ao final deste período com 124 mil euros (assumindo reinvestimentos e uma rentabilidade líquida média de 2% ao ano). No total, poupou 72 mil euros, que geraram um ganho de 52 mil euros.

Exemplo 2

Se apenas começar a poupar para a reforma aos 46 anos, aforrando os mesmos 150 euros por mês, chegará aos 66 anos com 48 mil euros, sendo apenas 12 mil euros de rendibilidade. É um valor quase cinco vezes inferior ao obtido se tivesse começado a pensar na aposentação nos primeiros anos da vida ativa. Para chegar à idade da aposentação com os mesmos ganhos de 52 mil euros, teria de poupar cerca de 700 euros por mês a partir dos 46 anos.

Este é um simples exercício que visa apenas mostrar como é fundamental começar a poupar cedo. Para analisar o seu caso específico, utilize este simulador do Todos Contam, a plataforma do Plano Nacional de Formação Financeira. Ficará com uma ideia aproximada de qual poderá ser o resultado do seu esforço para poupar para a reforma. Se já não está na flor da idade e ainda não está a aforrar para a reforma, não deve desmotivar-se. Ainda vai a tempo. Só necessita de ajustar a sua estratégia ao número de anos de vida profissional que tem pela frente e ao nível das poupanças que consegue juntar todos os meses.

Decisão n.º 5: riscos maiores vs menores

Além do “milagre da capitalização”, começar cedo tem outras vantagens. Quanto maior o período do investimento, mais riscos pode assumir na aplicação das suas poupanças. Os ativos de maior risco, como as ações, geram rendibilidades historicamente mais elevadas, sendo que a ameaça da volatilidade é mitigada pelo elevado período do investimento. Os títulos de menor risco, como as obrigações, geram retornos mais baixos, mas menos incertos.

Regressando ao exemplo acima, se começar a poupar aos 26 anos, pode aplicar a poupança com mais risco e apontar, por exemplo, para uma rendibilidade anual de 4%. Chegará aos 66 anos com um ganho superior a 150 mil euros, cerca de três vezes superior quando comparado com uma rentabilidade de 2%.

Contudo, o nível de risco que vai assumir tem de ser definido por si, tendo em conta o seu perfil. Por isso, antes de escolher em que produtos/títulos vai aplicar as suas poupanças, deve primeiro saber se é um investidor conservador, moderado, dinâmico ou arrojado. A melhor opção passa por recorrer à sua instituição financeira que lhe pode oferecer as melhores soluções tendo em conta o seu perfil. Ter uma ideia clara do que pretende, e quais são os objetivos, aumenta consideravelmente a probabilidade de fazer as escolhas de investimento mais acertadas.

Opções de investimento

Saiba, contudo, que existem diversas opções, desde modalidades mutualistas de poupança e proteção – nas quais se incluem, por exemplo, a Montepio Poupança Reforma, com um regime fiscal favorável e equiparável a um PPR -, passando por seguros ou uma panóplia de fundos de investimento com perfis de risco bem diferentes e o investimento direto em títulos de dívida, ações e outros. Quando se tem 30 ou 40 anos, a carteira de investimentos deve conter uma componente considerável de ativos de crescimento (mais rentáveis, mas também mais arriscados). Com o aproximar da idade da reforma, o foco deve mudar para produtos mais estáveis, com um perfil neutro ou defensivo, com maior componente de obrigações.

É muito importante equilibrar a rentabilidade e a preservação de capital. Existem muitos estudos com recomendações para a distribuição dos investimentos por diferentes categorias de ativos, sendo que regra geral sugerem uma alocação de 30% a produtos de maior risco se faltarem mais de 30 anos para a reforma, cerca de 20% se faltarem 20 anos e menos de 10% se o horizonte temporal for inferior a 10 anos.

Resumindo: agressivo quando se é jovem e cada vez mais conservador à medida que se aproxima a idade da reforma. Contudo, deixar o dinheiro parado no banco não é opção, pois perderá poder de compra numa altura em que a inflação está elevada e o juro perto de zero.

Decisão n.º 6: escolher, acompanhar, ajustar

Pode escolher um produto que já ofereça a divisão mais adequada face ao que pretende. Ou então escolher os produtos/títulos que permitam a alocação de ativos que definiu. Importante é que diversifique os seus investimentos, escolhendo destinos diferentes para as suas poupanças. É uma forma de também reduzir os riscos e obedece a uma das regras financeiras mais populares: não colocar todos os ovos no mesmo cesto.

Depois de escolhidos os destinos do seu investimento, é importante que acompanhe o desempenho. Mas não o faça de forma sistemática e recorrente. E sobretudo não entre em pânico nos períodos de rendibilidades negativas. São normais e tendem a ser mitigadas por tendências opostas, sobretudo em períodos de investimento longos. Não quer isto dizer que não altere a configuração das suas aplicações. Deve fazê-lo se persistir o desempenho negativo de algum dos produtos. Ou se pretende ajustar o nível de risco da sua carteira consoante a idade e o momento da economia mundial (ou do mercado relevante da sua aplicação).

Resumindo, são estes os passos que tem de dar para uma estratégia vencedora na poupança para a aposentação:

  • Definir que nível de vida pretende ter quando chegar à reforma;
  • Avaliar que rendimentos deverá ter quando deixar de trabalhar;
  • Começar a poupar para a aposentação o quanto antes;
  • Definir o seu perfil de investimento e escolher o destino das suas poupanças;
  • Seguir o desempenho das aplicações e ajustar se for caso disso.

Decisão n.º 7: foco na segurança e na saúde

Poupar deve ser uma ambição de todos e a aposentação não deve ser o único motivo para aforrar. Fazer obras em casa, comprar um carro, pagar o curso do filho ou uma viagem de sonho também servem de mote e são objetivos complementares com a poupança para a reforma.

A atual conjuntura de inflação elevada e o aumento do custo de vida dificultam a tarefa de poupar todos os meses. Os especialistas aconselham a guardar 20% do rendimento. Tente aplicar metade desta parcela no complemento de reforma e o restante nos outros fins. Uma das formas mais eficazes de conseguir este objetivo passa pela regra conhecida por pague-se a si primeiro. Em vez de poupar no final do mês depois de pagar as despesas, inverta o processo e logo que recebe o salário desconte uma parte para si.

Além de poupar para a reforma e outros fins, deve dar mais dois destinos aos seus rendimentos, que vão acabar também por contribuir para uma vida mais tranquila depois de deixar de trabalhar. A constituição de um fundo de emergência deve ser sempre um objetivo, independentemente da idade. Este fundo de reserva dar-lhe-á um maior nível de segurança e será indispensável para enfrentar qualquer imprevisto e necessidade de despesas extra.

Invista na sua saúde

Subscrever um bom seguro de saúde deve também ser um desígnio em qualquer altura, sendo sobretudo essencial numa idade mais avançada. Os associados Montepio podem subscrever o Seguro Montepio Saúde, que permite aceder a cuidados de saúde e a uma vasta rede de serviços a partir de três coberturas distintas ajustadas às necessidades de cada pessoa.

Por vezes, os seguros de saúde não aceitam subscrições acima de uma determinada idade. Como alternativa, os associados Montepio têm direito ao Plano Montepio Saúde, um plano de saúde sem custos de adesão ou permanência que dá acesso a uma vasta rede de prestadores de saúde, incluindo a CUF, a União das Misericórdias Portuguesas, o Grupo HPA Saúde e os Laboratórios Germano de Sousa. O Plano Montepio Saúde não tem limite de idade e de utilização ou períodos de carência, nem exclui por doenças pré-existentes.

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